Jorge Henrique dá volta por cima em ano que havia acabado

Após contusão muscular, atacante ouviu que só retornaria em 2011. Recuperou-se e retorna ao time titular na reta final

Fábio Hecico, O Estado de S.Paulo

21 de novembro de 2010 | 00h00

Dizem que alguns jogadores têm estrela. E Jorge Henrique pode se colocar nesta lista, afinal, o ano tinha acabado para ele numa lesão muscular em outubro. Com recuperação surpreendente, voltou semana passada, entrou durante o jogo com o Cruzeiro e, hoje, por causa da suspensão de Dentinho, começa como titular diante do Vitória.

Para deixá-lo mais animado, o jogo é decisivo, justamente quando ele mais brilha.

Jorge Henrique já decidiu clássicos, fez gols nos dois jogos da decisão da Copa do Brasil de 2009, diante do Internacional, foi chamado de "taticamente perfeito" por Mano Menezes e é um dos poucos, senão o único, atleta em atividade no Brasil campeão em todos os anos desde 2004.

Para não quebrar a sequência, espera ter uma grande apresentação diante dos baianos do Vitória esta tarde. E, se para muitos o calor é para se preocupar, ele tira de letra após cinco anos defendendo Náutico, Santa Cruz e Ceará, todos times do Nordeste.

"Demos um grande passo ao ganhar do Cruzeiro, agora temos que continuar trabalhando para conseguir as vitórias", diz o atacante. "Domingo (hoje) será tão difícil ou mais do que contra os mineiros", enfatiza.

"Tenho certeza que vão fazer um grande jogo (Danilo e Jorge Henrique, substitutos de Bruno César e Dentinho), porque têm se apresentado bem. O Danilo tem treinado bem e entrado bem. E o Jorge pela condição natural de impor velocidade", elogia o técnico Tite.

Com Jorge Henrique em campo, Tite ganha um atacante, um meia e também um defensor, já que o "motorzinho" faz todas essas funções sem reclamar.

Atraso e festa na chegada

O voo que levou o Corinthians para Salvador atrasou 90 minutos, ontem, em Cumbica, o que provocou revolta dos atletas, especialmente Ronaldo, que protestou no Twitter. "Quando erro gol, perco pênalti, perco a Copa, a galera xinga. Eu não posso xingar ninguém?". Na chegada, porém, mais de 500 corintianos da Bahia recepcionaram o time com festa.

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