Sylvio Rondinelli/Jóquei Clube Brasileiro
Sylvio Rondinelli/Jóquei Clube Brasileiro

Jorge Ricardo faz história no turfe e chega a 12.846 vitórias na carreira

Aos 56 anos, brasileiro quebra o recorde de conquistas no esporte

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

08 de fevereiro de 2018 | 07h02

Mais importante jóquei brasileiro, Jorge Ricardo entrou para a história na quarta-feira à noite ao atingir a marca de 12.846 vitórias na carreira, superando o recorde mundial do canadense Russell Baze, que já se aposentou das corridas de cavalo. A façanha foi muito comemorada pelo brasileiro, que não quer parar tão cedo.

+ Siga o Estadão Esportes no Twitter

“A meta agora é aumentar o recorde mundial até onde der, até onde eu puder. Vou continuar até o momento de me aposentar”, afirmou ao Estadão Ricardinho, que está com 56 anos e tem quatro décadas de carreira. Atualmente, ele mora na Argentina e é ídolo tanto no Brasil quanto no país vizinho.

“Graças a Deus agora consegui definitivamente lograr esse feito, que para mim é muito importante”, disse Ricardinho, que igualou a marca de Baze no início da semana, no Hipódromo da Gávea, e ontem, em San Isidro, conquistou mais duas vitórias, se isolando na liderança.

Em 2009, o brasileiro sofreu uma queda e, por causa disso, diminuiu o ritmo das corridas e foi ultrapassado pelo canadense. Também teve de realizar quimioterapia por causa de um câncer. Recuperado, em 2013 Ricardinho alcançou a marca de 12 mil vitórias na carreira. Naquela ocasião, estava com uma pequena vantagem sobre Baze.

Os dois rivalizaram por anos nas estatísticas, mas eles pouco se enfrentaram nas pistas de corrida, porque um fez sua carreira principalmente na América do Sul e o outro na América do Norte. “Para mim esse recorde foi de grande importância, porque era um sonho e um objetivo que eu vinha buscando havia muitos anos. Até tive nas mãos por duas vezes, mas por problemas de saúde e de quedas ele escapou”, explicou o jóquei brasileiro.

A primeira vitória de Ricardinho foi em 16 de novembro de 1976, quando ainda era um garoto. A inspiração vinha do pai Antônio Ricardo, que foi seu treinador e um recordista de vitórias em hipódromos sul-americanos no período que atuou. O jovem pegou do pai essa obstinação pelos bons resultados e por marcas expressivas.

Agora, o veterano das corridas de cavalo tem na ponta da língua a receita para chegar tão longe. “É preciso ter muito trabalho, perseverança e amor ao que faz. Esses são os grandes segredos para o sucesso em qualquer profissão. É necessário ter força de vontade e demonstrar humildade, pois aí a gente chega aonde quer. E claro, temos de contar com um pouquinho de sorte também.”

Se seu grande rival já pendurou o chicote e está estacionado nas 12.844 vitórias, Ricardinho espera ganhar mais provas e aumentar ainda mais sua vantagem na liderança. Seja no Brasil ou Argentina, seus palcos preferidos. “Quanto aos próximos passos, vou correr pelo menos até o final do ano e depois seguir um pouco mais até onde eu tenha saúde e o corpo e a cabeça estiverem comigo. Essa é mais ou menos a ideia”, avisou o jóquei, que já entrou para a história do esporte mundial.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.