Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Jorginho Zarif lidera atletas brasileiros no Troféu Princesa Sofia

Quarto colocado na classe Finn nos Jogos do Rio, competidor veleja para subir ao pódio em 2020, na Olimpíada de Tóquio

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

02 Abril 2018 | 07h01

Aos 25 anos, Jorge Zarif é o mais experiente velejador da delegação brasileira presente no Troféu Princesa Sofia, evento tradicional da modalidade que está em sua 49.ª edição e é disputado em Palma de Mallorca, na Espanha. São cerca de 1.200 atletas inscritos e o Brasil vai com 16 membros, muitos deles ainda jovens competidores que buscam experiência internacional.

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Nos Jogos Olímpicos do Rio, Jorginho bateu na trave, com o quarto lugar na classe Finn. Ficou com um gostinho de “quero mais”. “A diferença entre ser terceiro e quarto é muito pequena. É uma prova que eu tenho condição de chegar numa medalha em 2020. Com certeza dá mais fome e vontade de treinar e me dedicar mais para da próxima vez a bola entrar”, brinca.

O velejador tem consciência de tudo que deu certo e do que precisa melhorar para ter um ciclo olímpico ainda melhor. “É um processo. Fui quarto com 23 anos, tinha sido 20.º colocado aos 19 anos nos Jogos de Londres, em 2012, então venho naturalmente evoluindo. Dos dez mais bem colocados em 2016, eu era o segundo mais novo. A vela é um esporte no qual o atleta demora um pouco mais para amadurecer, a idade que chega no auge é entre 27 e 33 anos, pelo menos no meu barco. Estou em um processo de melhorar”, afirma o velejador do Brasil.

Jorginho é filho do velejador Jorge Zarif Neto, que participou dos Jogos Olímpicos de Los Angeles (1984) e Seul (1988). Ele morreu em 2008, mas deixou ao filho o gosto pela modalidade e o talento na Finn. Tanto que Jorginho foi duas vezes campeão mundial júnior e ganhou o Mundial da classe, em 2013. “Meu pai foi a duas Olimpíadas, no mesmo barco que eu, e sempre tive apoio em casa”, diz.

Ele sabe que, se quiser subir ao pódio em 2020, nos Jogos de Tóquio, terá de manter essa pegada. “É preciso abrir mão de muita coisa desde que você é jovem, deixar de ir em festinhas porque precisa treinar no dia seguinte, e hoje em dia precisa abrir mão de trabalho em outra atividade ou até estudo para se dedicar só à vida esportiva, que não deixa de ser um trabalho também”, comenta o rapaz.

As disputas no Princesa Sofia começam hoje e apenas os top 20 de cada classe poderão competir em Hyères, na França. Na Nacra 17, João Bulhões/ Gabriela Nicolino e Samuel Albrecht/ Bruna Martinelli vão definir a dupla titular da seleção brasileira.

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