Divulgação Inovafoto/UFC
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José Aldo sai desfigurado, mas fica com o cinturão do UFC

Com o brilhante resultado, Aldo é o único brasileiro detentor de um título mundial na principal franquia de MMA

Ronald Lincoln Jr., Estadão Conteúdo

26 de outubro de 2014 | 09h30

José Aldo prometeu e cumpriu: o cinturão do peso pena do UFC ficou no País. Ele venceu o americano Chad Mendes por decisão unânime dos juízes em uma luta acirrada na madrugada deste domingo, 26, no ginásio do Maracanãzinho no Rio, pelo combate principal do UFC 179. Com o resultado, Aldo se manteve como o único brasileiro detentor de um título mundial na principal franquia de MMA. Além dele, Fabio Maldonado também conquistou uma vitória por nocaute para o Brasil no card principal.

Para a satisfação do público, o combate ocorreu na maioria do tempo de pé. Ambos tomavam iniciativa de ataque, e não fugiam da "trocação". Foram cinco rounds em que Chad pressionou bastante o brasileiro, que soube suportar bem as dificuldades e quando pôde encaixou boas sequências de ganchos e joelhadas que levantavam o público. O presidente do UFC, Dana White, considerou que esse foi o melhor combate de peso pena na história do UFC.

Agora, Aldo ostenta sete defesas de título bem sucedidas e chegou a 25 vitórias, em 26 lutas no UFC. Aliviado por conquistar mais um bom resultado, admitiu que teve dificuldades para superar o rival e o elogiou. "Acho que eu mereci vencer. Ele me acertou, mas eu acertei mais. Acho que foi uma grande luta", contou. "Chad merece meu respeito, respeito ele, sua família e a equipe. Nossa rivalidade fica na hora da luta, depois voltamos a ser amigos."

Essa foi a segunda derrota de Mendes para Aldo. O americano vinha de cinco vitórias, quatro delas por nocaute e, apesar do revés, ele ficou satisfeito com seu desempenho. "Eu sinto que dei tudo de mim. Sei que tive alguns erros. Tomei alguns ganchos, acho que isso me custou a luta. Era uma luta que queria mais que tudo. Treinei mais duro que nunca treinei. Deixei no ringue tudo o que tinha", explicou Mendes.

O americano Phil Davis fez justiça ao seu apelido: "assassino de brasileiros". Seus últimos cinco triunfos foram sobre lutadores brasileiros e, em um duelo equilibrado com Glover Teixeira, ele superou um atleta do País novamente, por decisão unânime. "Fiz o que queria fazer. Queria acabar com a luta", explicou, para depois elogiar o rival. "O Glover está entre os três melhores da categoria, e é um cara que vai lutar por cinturão em breve."

Fabio Maldonado derrotou com tranquilidade Hans Stringer por nocaute técnico. Assim que o juiz decretou a vitória, ele foi comemorar com Anderson Silva, que estava na plateia. Ambos subiram na grade do octógono e se abraçaram. O público ovacionava em coro: "O campeão voltou!". Antes dele, no entanto, os brasileiros não foram bem. Lucas Mineiro perdeu para Darren Elkins por decisão dividida e Carlos Diego Ferreira foi derrotado por Beneil Dariush por decisão unânime dos juízes.

O evento ocorreu a poucas horas do início do segundo turno das eleições presidenciais do Brasil, e o duelo político foi alvo de manifestação do público. Após o fim do card preliminar, boa parte dos presentes no ginásio começou a se manifestar contra a candidata à presidência da república pelo PT, Dilma Rousseff, com gritos de: "Ei Dilma, vai tomar no c?".

Antes disso, gritavam: "Aécio! Aécio!" em apoio ao candidato a presidente pelo PSDB, Aécio Neves. Um rapaz, inclusive, portava uma faixa do candidato e foi obrigado a guardá-la por seguranças do evento.

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