José Serra visita local de recepções aos chefes de Estado na Olimpíada do Rio

O ministro das Relações Exteriores, José Serra (PSDB), visitou neste sábado o Palácio do Itamaraty, sede da pasta no Rio de Janeiro. O local será palco de quatro recepções para os chefes de Estado e de governo que irão à cidade por conta da Olimpíada e da Paralimpíada - na abertura e no encerramento de cada uma destas competições. Por enquanto, segundo Serra, confirmaram presença 45 líderes de nações e 55 ministros de Esportes.

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

23 de julho de 2016 | 16h44

A primeira e mais importante das quatro recepções será em 5 de agosto, dia da abertura da Olimpíada. O evento vai começar às 17 horas e do Palácio os convidados seguirão juntos, em ônibus, para o estádio do Maracanã, onde a cerimônia de abertura começará às 20 horas. Ao final da recepção, os líderes nacionais voltarão para o Palácio do Itamaraty e só então seguirão em suas comitivas para os lugares onde estiverem hospedados.

Serra conheceu o trajeto que os convidados farão quando chegarem ao Palácio, o local onde o presidente em exercício Michel Temer deve cumprimentá-los e o ambiente onde será realizada a recepção. Os chefes nacionais entrarão pela porta principal e vão seguir até o prédio da biblioteca, construído entre 1926 e 1930 e situado aos fundos. No trajeto passarão por corredores e pelo jardim, onde há um lago. Caso não esteja chovendo, é no jardim que Temer e sua mulher, Marcela, vão cumprimentar os convidados. A recepção ocorrerá no salão nobre e na sala de leitura da biblioteca.

Cada recepção deve reunir cerca de 1.500 pessoas. O custo delas ainda não está definido - o governo está fazendo pregões para contratar as empresas responsáveis -, mas Serra calcula que o gasto total com os quatro eventos vai superar R$ 2 milhões. O Palácio do Itamaraty está sofrendo uma reforma pontual para as recepções - simultaneamente é realizada uma outra, mais ampla.

O ministro não quis informar detalhes sobre a segurança dos chefes de Estado e de governo, mas admitiu que "a segurança aperta" em função dos recentes atentados terroristas pelo mundo. Ele se disse surpreso com a disseminação do terrorismo ligado ao fanatismo religioso - "uma espécie de doença que acomete o mundo" - e elogiou o esquema de segurança montado para a Olimpíada.

Serra elogiou a Polícia Federal pela prisão dos brasileiros suspeitos de organizar atos terroristas. "Podem ser amadores, mas esse tipo de violência não exige profissionalismo, exige fanatismo, esse tipo de doença mental", classificou.

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