Jovem de 21 anos ofusca estrelas

Jovem de 21 anos ofusca estrelas

Tandara, da equipe de Brusque, é a maior pontuadora da Liga Feminina e ameaça ao time de Bernardinho

Valéria Zukeran, O Estadao de S.Paulo

26 de março de 2010 | 00h00

Nem Sheilla, nem Mari, nem Jaqueline. A maior pontuadora da fase de classificação da Superliga Feminina de Vôlei atende pelo nome de Tandara, jogadora do Captiva/Oppnus, de Brusque (SC). A oposto, de 21 anos, será a maior arma do time catarinense para enfrentar a equipe de melhor campanha na competição, a favorita Unilever, hoje, em Pomerode (SC), às 18h30, no primeiro jogo da série de melhor de três jogos das quartas de final.

Pelo menos no discurso, Tandara dá mostras de que não se intimida com o poderio do adversário, comandado pelo técnico Bernardinho. "Não é tanto o técnico que faz o time ser tão forte, mas o time em si", diz a jogadora.

Tandara se diz feliz com a fase atual. "Está sendo bem importante poder ajudar minha equipe", afirma. Ao mesmo tempo, a oposto mostra alegria especial por, de certa forma, realizar um sonho da família. "Meu pai, Evaldo, e minha tia, Vanessa, jogaram vôlei também em Brasília." Por isso, garante, é o orgulho da família. "Mas não foram só eles que incentivaram. Minha mãe também sempre me apoiou."

A jogadora conta que começou a carreira em Brasília, no time do Brasil Telecom. "Fiquei duas temporadas e depois fui para o Osasco, em seguida para o Pinheiros até vir para cá." No time de Brusque, a jogadora se destacou. Marcou respeitáveis 332 pontos, 49 bloqueios e 25 pontos de saque nos 24 jogos disputados até agora na Superliga.

Tandara espera que seu desempenho possa chamar a atenção do técnico José Roberto Guimarães para conseguir uma chance na seleção. "Não é uma meta, porque não acho que isso vai ocorrer a curto prazo. Preciso remar muito para chegar lá. Mas é com certeza um objetivo. Mas repito que não imagino isso (convocação) ocorrendo agora."

Duelo. Em São Caetano, confronto de atacantes. Sheilla e a americana Nancy Metcalf, líder e vice das estatísticas de ataque, terão encontro na partida entre São Caetano e Usiminas, às 21 horas. As equipes com melhor campanha têm a vantagem de disputar dois jogos em casa e escolher a fórmula do playoff: fazer o primeiro ou o segundo jogo fora. "Optamos por estrear em casa por motivo de deslocamento, já que jogamos na segunda à noite em Santa Catarina. Viajar novamente seria cansativo", diz o técnico Mauro Grasso, do São Caetano.

No outro confronto, o Pinheiros/Mackenzie enfrenta o Vôlei Futuro em seu ginásio, às 20h30. O complemento da rodada será amanhã com o jogo entre Sollys Osasco e Praia Clube/Banana Boat.

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