Jovem promessa brilha com apoio do pai/vereador

Pernambucano com bons resultados, Luel Felipe, de 19 anos, é um dos surfistas que contam com incentivo da prefeitura de Ipojuca

Giuliander Carpes, O Estado de S.Paulo

19 de fevereiro de 2011 | 00h00

Os tubos de Fernando de Noronha indicaram mais uma revelação do surfe brasileiro. Luel Felipe, 19 anos, bateu o campeão mundial C.J. Hobgood na edição de 25 anos do Hang Loose Pro e arrancou aplausos dos atletas da elite do circuito que estão na ilha. Cria da praia de Maracaípe, o pernambucano é o surfista com melhores resultados do chamado "quinteto fantástico" do município de Ipojuca.

O quinteto na realidade conta com seis promessas - além de Luel, há Halley Batista, Júnior Lagosta, Bruno Rodrigues, César Aguiar e Alan Donato. E todos recebem apoio da prefeitura de Ipojuca faz três anos. Iniciativa que tem o dedo de Luel: ele é filho do vereador Nem Batatinha, propositor da lei municipal que incentiva os surfistas locais.

"É um apoio importante. Não é só para mim, tem mais gente, então acho que é uma iniciativa válida", explica Luel, a revelação pernambucana que tem melhores resultados no circuito - tirou dois terceiros lugares nas etapas de seis estrelas (eventos de terceira importância no circuito) da Barra da Tijuca e do Arpoador, ambas no Rio. "Está me ajudando a ir para todas as etapas do Brasil e este ano vou poder correr a gira europeia também."

Fernando de Noronha é o ponto de partida para voos mais altos. Luel só conseguiu disputar o evento da ilha por causa da desistência do havaiano John John Florence e pretende ganhar pontos para se classificar para o Mundial Pro-Júnior, que ocorre na Austrália no início do próximo ano. "Aqui é minha segunda casa, já é minha quinta temporada em Noronha e já foi melhor do que no ano passado, quando passei apenas a primeira bateria", conta Luel, que neste ano caiu na terceira fase.

Foi na ilha pernambucana que Luel conquistou outro feito: é o mais jovem surfista a ter sido indicado para o prêmio Greenish, que avalia as maiores ondas surfadas no Brasil. "Estou muito confiante para fazer uma boa temporada. Já começou muito bem", diz. "Acho que este prêmio é um reconhecimento importante para o começo da minha carreira. Estou muito feliz."

C.J. Hobgood vê potencial no rival que o derrotou: "Tem um surfe muito pesado, gosta muito de pegar tubos, ainda vamos ouvir falar bastante dele no circuito mundial".

Nota mais alta do evento. Alejo Muniz, brasileiro que disputa a elite do surfe mundial nesta temporada pela primeira vez, conseguiu pegar a melhor onda da competição de Fernando de Noronha ontem. Recebeu uma nota 9,87 por um tubo que finalizou com duas manobras radicais e avançou para as oitavas de final do Hang Loose Pro.

"É um aperitivo do que vem por aí no circuito. Estou me sentindo muito bem, as ondas estão saindo e acho que dá para ir mais longe na competição", afirmou o catarinense de 20 anos.

Outro jovem brasileiro que arrebentou em Fernando de Noronha ontem foi Gabriel Medina. O surfista de São Sebastião, de 17 anos, atropelou o veterano Neco Padaratz numa das baterias mais vibrantes do dia. O paulista arrancou muitos aplausos da torcida ao encontrar tubos e completar suas ondas com aéreos mesmo em condições difíceis.

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