Márcio Fernandes/Estadão
Márcio Fernandes/Estadão

Jovens brasileiros podem fazer invasão na elite mundial do surfe

Miguel Pupo, Filipe Toledo, Alejo Muniz e Adriano de Souza surgem como revelações de uma talentosa e promissora geração do esporte

Paulo Favero - Enviado Especial a Peniche, O Estado de S. Paulo

18 de outubro de 2014 | 17h00

Uma geração de bons brasileiros torce pelo surfista Gabriel Medina, mas também se mostra pronta para buscar seu lugar ao mar. Nomes como Miguel Pupo, Filipe Toledo, Alejo Muniz e o experiente Adriano de Souza têm conquistado espaço na elite do surfe e outros talentos estão surgindo, na geração que é apelidada de "Brazilian Storm".

Para se ter uma ideia, cinco brasileiros estão entre os 22 melhores do mundo, o que garantiria vaga direta para a elite em 2015. Na divisão de acesso, outros cinco estariam classificados se a competição terminasse neste domingo, mas provas no Brasil e Havaí poderão mudar um pouco o panorama.

Isso tudo, vindo o título de Gabriel Medina, colocaria o Brasil como um dos grandes centros do surfe no mundo. "Esse é um momento que o brasileiro que vive da cultura do surfe sempre esperou", diz Adriano de Souza, que vai completar na próxima temporada dez anos de Circuito Mundial.


Ele festeja poder ter a companhia de tantos outros surfistas que nasceram em seu País. "Na minha época, nove garotos arrebentavam nos campeonatos, mas apenas eu cheguei na elite. Já a geração do Gabriel, dos nove quase todos vieram. Assim, um dá suporte ao outro. Eu tive de ir desbravando sozinho, não tinha em quem me espelhar."

Antes de Adriano, o Brasil já havia contado com surfistas famosos como Fabinho Gouveia, Teco Padaratz, Victor Ribas, entre outros. Mas a atual geração parece ser a mais promissora de todos os tempos e outros nomes estão vindo por aí, como Samuel Pupo, irmão de Miguel e apontado por especialistas como nome certo do Brasil no esporte nos próximos anos.

Um surfista que vem se destacando, mesmo com a pouca idade, é Filipe Toledo, filho de Ricardinho Toledo, de Ubatuba. Famoso por seus aéreos, o garoto de 19 anos chama a atenção por manobras ousadas.

"Estou apenas em meu segundo ano no Circuito Mundial e preciso pegar experiência em ondas que não estou acostumado. Tenho de manter o mesmo nível em ondas maiores", diz Filipinho, que tomou gosto pelos aéreos ao observar o irmão Matheus. "Ele é quatro anos mais velho e sempre foi muito inovador. É minha inspiração."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.