Marcos de Paula/Estadão
Marcos de Paula/Estadão

Judô brasileiro amplia investimento para brilhar na Olimpíada de 2016

CBJ aumentou em mais de 40% o valor do investimento nos treinamentos da seleção

Tiago Rogero, Agência Estado

29 de janeiro de 2013 | 19h42

RIO - Um ano depois de conquistar seu melhor resultado na história da Olimpíada, a Confederação Brasileira de Judô (CBJ) aumentou em mais de 40% o valor do investimento nos treinamentos da seleção. Em 2012, ano olímpico, R$ 7 milhões foram investidos na preparação que resultou na conquista de quatro medalhas nos Jogos de Londres, sendo uma de ouro (Sarah Menezes) e três de bronze (Mayra Aguiar, Rafael Silva e Felipe Kitadai). Para 2013, estão previstos R$ 10 milhões.

A CBJ apresentou nesta terça-feira, no Rio, o planejamento técnico para o próximo ciclo olímpico. O objetivo é que, tal como em Londres, o judô seja a maior fonte de medalhas do Brasil na Olimpíada do Rio, em 2016.

Desde segunda-feira, os 43 judocas (23 homens e 20 mulheres) convocados para a seleção brasileira de judô estão treinando no Centro de Treinamento Time Brasil, no Parque Aquático Maria Lenk, no Rio. Entre eles, os quatro medalhistas em Londres: Sarah Menezes, Mayra Aguiar, Felipe Kitadai e Rafael Silva.

O coordenador técnico da CBJ, Ney Wilson, também anunciou a contratação da treinadora japonesa Yuko Fujii, que trabalhou com a equipe britânica em Londres. Ela vai "rodar" federações e clubes do Brasil para identificar novos talentos, trabalhando tanto com homens quanto com mulheres - não será, porém, uma substituta da técnica Rosicleia Campos, da seleção feminina, que está grávida e terá de se licenciar em breve.

CALENDÁRIO

Entre 7 e 17 de março, São Paulo vai receber um treinamento internacional que vai contar com as seleções de Holanda, Alemanha e França. Campeão olímpico e mundial dos pesados, o francês Teddy Riner está confirmado na atividade, segundo revelou Ney Wilson.

A comissão técnica da CBJ, que antes contava com integrantes fixos e com alguns "freelancers" que eram pagos pelas competições trabalhadas, agora contará com equipe efetiva. Em 2013, são 16 membros. E no início de 2014, passam a ser 25. "Tenho certeza que o judô será o carro chefe para 2016", disse o superintendente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Marcus Vinícius Freire.

A primeira grande competição de 2013 será o Grand Slam de Paris, em fevereiro. E em setembro, será disputado no Rio o Campeonato Mundial, no Maracanãzinho. Na competição, a Federação Internacional de Judô (FIJ) deve bater o martelo sobre as mudanças anunciadas até agora. A mais polêmica delas envolve a pesagem, que agora será feita um dia antes da luta (antes, era no dia do evento).

Para o coordenador técnico da CBJ, o Brasil será o país mais prejudicado pela alteração na pesagem. "Pelo menos até o último ciclo olímpico, éramos os únicos a contar com uma nutricionista acompanhando o dia a dia do atleta, um trabalho para que eles chegassem tranquilamente no peso. Agora, não sabemos como vai ser", disse Ney Wilson.

ESTRELA

Com a responsabilidade de ser campeã olímpica, Sarah Menezes disse estar preparada para a pressão do próximo ciclo olímpico. "Todo mundo hoje quer derrotar a Sarah. O importante é trabalhar cada vez mais para me manter no ranking", comentou a judoca de apenas 22 anos.

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