Judô brasileiro define equipe amanhã

O judô brasileiro vive um dia especial neste sábado, com a escolha dos 14 atletas que irão formar a equipe do País nos principais campeonatos do ano: os Jogos Pan-Americanos de São Domingos, de 1º a 14 de agosto, o Pan-Americano da categoria, em Salvador, entre os dias 5 e 8 de junho, e o Mundial do Japão, de 11 a 14 de setembro. Os vencedores dos confrontos no ginásio do Flamengo, sete homens e sete mulheres, ainda terão assegurado uma das duas vagas para a seletiva dos judocas do Brasil para a Olimpíada de Atenas, em 2004, e também passarão a integrar a seleção brasileira olímpica permanente.Cada vaga das sete categorias será decidida em uma melhor de três lutas entre os dois finalistas. Um dos confrontos mais aguardados será o dos médios (menos de 90kg) Edelmar ?Branco? Zanol, do São Paulo, e Carlos Honorato, do São Caetano. Os dois se enfrentam há mais de dez anos e se alternam nas vitórias nos tatames.Carlos Honorato, por exemplo, conquistou a medalha de prata na Olimpíada de Sydney, em 2000, mas só foi à competição porque Branco, que o havia derrotado na seletiva olímpica, se contundiu. Os dois não sustentam o clima de rivalidade e preferem brincar com a situação. "É uma luta de estratégia, daquele que matar melhor. O judô é uma questão de fração de segundos. Bobeou já era", afirmou Branco. "Vencerá quem acordar melhor amanhã."Outra luta masculina que está gerando expectativa é o confronto inédito entre os ligeiros (menos de 60kg) João Derly, do Sogipa, e Fúlvio Miyata, do Tênis Clube de São José dos Campos. Apontado como um dos mais promissores atletas dos últimos tempos, Derly, de 21 anos, vinha conquistando resultados expressivos no circuito europeu em 2002, mas teve a carreira interrompida quando o resultado de seu exame antidoping deu positivo. Suspenso entre agosto e fevereiro do ano passado, realizou somente duas lutas em 2003, mas afirmou estar pronto para o combate.O pesado (mais de 100kg) Daniel Fernandes, do Pinheiros, é o único que está com a vaga assegurada. Seu adversário, Joseph Guilherme, está contundido e não poderá lutar. Os outros confrontos no masculino ainda reunirão os meio-leves (menos de 66kg) Henrique Guimarães, medalha de bronze na Olimpíada de Atlanta/1996, e Leandro Cunha, medalha de prata dos Jogos Sul-Americanos de 2002; os leves (menos de 78kg) Sebástian Pereira, ouro no Sul-Americano de 2002 e 5º lugar nos Jogos de Atlanta, e Luiz Francisco Camilo Júnior, vice-campeão no Campeonato Pan-Americano de 2002; os meio-médios (menos de 81kg) Flávio Canto, medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg em 1999, e Flávio Honorato, medalha de prata no Pan-Americano de 2002; e os meio-pesados (menos de 100kg) Mario Sabino, 7º lugar na Olimpíada de Sydney, e Luciano Corrêa, campeão sul-americano em 2002.No feminino, destaque para as leves (menos de 63 kg) Vânia Ishii, do Pinheiros, única brasileira a conquistar medalha de ouro em Winnipeg, e Cristiane Pamigiano, do São Paulo, ouro no Sul-Americano de 2002. "Tive uma lombalgia no ano passado, o que prejudicou meus treinamentos, mas acredito estar pronta", disse Vânia Ishii.As meio-leves (menos de 52kg) Fabiane Hukuda, do Minas Tênis, bronze em Winnipeg, e Cátia Maia, da Associação de Judô Rogério Sampaio, ouro no Sul-Americano de 2002, também prometem outra disputa de emoção. Os demais combates femininos reunirão as ligeiros (menos de 48kg) Taciana Rezende, campeã Pan-Americana em 2001, e Marli Midori, campeã brasileira; as leves Tania Ferreira, ouro no Sul-Americano de 2002, e Roberta Bittencourt, campeã Pan-Americana de 2001; as médios (menos de 70kg) Cristina Silva, campeã brasileira em 2001, e Luciana Ohi, campeã sul-americana em 2002; as meio-pesados (menos 78 kg) Rosângela Conceição, ouro no Sul-Americano de 2002, e Edinanci Silva, bronze em Winnipeg; além das pesados (mais 78 kg) Priscilla Marques, 7º lugar em Sydney, e Viviane Oliveira, ouro no Sul-Americano de 2002.Paralelo ao clima decisivo, o presidente da Confederação Brasileira de Judô, Paulo Wanderley, vem tentando mostrar que a entidade está conseguindo obter sucesso em sua reestruturação. O dirigente reconheceu que ainda tem muito a evoluir para proporcionar ao judô brasileiro uma estrutura de primeiro mundo. "Dentro das possibilidades temos melhorado", avaliou.A seletiva que termina neste sábado reuniu 128 atletas em eliminatórias que começaram no ano passado e foi considerada um sucesso pelos atletas. Um intenso calendário de treinos e competições foi programado até o Mundial do Japão, em setembro.Dentre os eventos estão treinamentos reunindo as equipes do Brasil, Japão, Rússia, Itália e França, em Paris, em junho, e outra sessão de treinos no Brasil com Holanda, Bélgica, México e Venezuela, no mesmo mês.

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