Vasily Maximov/AFP
Vasily Maximov/AFP

Japão conquista mais duas de ouro e mantém domínio no Mundial

Judocas japoneses já somam sete medalhas no Casaquistão

Estadão Conteúdo

26 de agosto de 2015 | 11h33

Se nas categorias mais pesadas há uma grande variedade de países brigando pelas medalhas de ouro, nas mais leves o Japão segue soberano. E isso mais uma vez foi comprovado nesta quarta-feira, quando foi disputada a categoria leve, tanto no masculino quanto no feminino, no Mundial de Judô de Astana, no Casaquistão. Os japoneses somaram duas medalhas de ouro e uma de prata.

Até aqui, já conquistaram sete medalhas (três de ouro, duas de prata, duas de bronze), contra cinco (quatro de ouro) obtidas no Mundial passado, em 2014, nessas mesmas categorias. No Rio, há dois anos, foram seis medalhas, sendo três de ouro.

Entre os homens, a final desta quarta-feira foi japonesa. Shonei Ono venceu Riki Nakaya para ganhar o ouro, deixando a prata com o colega. Os dois se alternam no lugar mais alto do pódio desde o Mundial de 2011 e, agora, cada um tem duas medalhas de ouro. Na Olimpíada, porém, cada país pode inscrever apenas um judoca por categoria.

Isso faz com que os resultados do Mundial não possam ser transportados para o Rio-2016. Na categoria até 60kg (ligeiro), na segunda-feira, dois atletas do Casaquistão fizeram final. Da mesma forma, dois da Coreia do Sul chegaram às quartas de final. Nos leves (até 73kg), nesta quarta), foram dois mongols na repescagem. Algoz do brasileiro Marcelo Contini, o norte-coreano Kuk Hyon Hong terminou em quinto numa chave que, dos oito primeiros colocados, seis eram asiáticos.

Entre as mulheres, a japonesa Kaori Matsumoto faturou o bicampeonato mundial da categoria até 57kg, repetindo a conquista de 2010, em Tóquio, e dos Jogos Olímpicos de Londres. A final, como naquelas duas ocasiões, foi contra a romena Corina Carpioriu.

Algoz de Rafaela Silva logo na estreia, a canadense Catherine Beauchemin-Pinard, que também venceu a brasileira na semifinal do Pan de Toronto, terminou sem medalha. Ela perdeu da romena na semi e da mongol Sumiya Dorjsuren na disputa pelo bronze. Outra tradicional rival de Rafaela, a norte-americana Marti Malloy, campeã do último Campeonato Pan-Americano sobre a brasileira, também ficou em quinto. Perdeu o bronze para Automne Pavia, da França.

Apesar da eliminação precoce da carioca, campeã mundial em 2013, o desenrolar do Mundial acabou não sendo ruim. Chegaram à disputa por medalhas as mesmas atletas de sempre. Quanto menos surpresas melhor para a brasileira, que é candidata ao pódio no Rio-2016.

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