Judô: em alta, feminino vai atrás do primeiro ouro

Mayra Aguiar é uma das esperanças brasileiras de pódio em Londres

Wilson Baldini Jr., estadão.com.br

16 de dezembro de 2011 | 20h40

SÃO PAULO - O judô feminino brasileiro vive seu melhor momento. Depois do bronze de Ketleyn Quadros em Pequim/2008, o objetivo da técnica Rosicléia Campos é a medalha de ouro em Londres ano que vem. Para realizar seu sonho, a treinadora aposta suas fichas em três atletas bastante jovens, mas com experiência de veteranas. São elas: Sarah Menezes, de 21 anos; Mayra Aguiar, 20; e Rafaela Silva, 19. Todas campeãs mundiais júnior, além de medalhistas em mundiais adultos.

Mayra possui a maior bagagem. Participou da Olimpíada de Pequim e teve duro aprendizado, ao perder logo na primeira luta. “Olimpíada possui um clima totalmente diferente. É preciso estar muito bem preparada para não sentir a pressão.”

As três estão muito bem posicionadas no ranking da Federação Internacional e não terão problemas para garantir a vaga nos Jogos de Londres. “Se a medalha for conquistada, como homenagem, ficarei grávida”, diz Rosicléia, sempre bem-humorada.

Mas a técnica da equipe brasileira sabe que o trabalho precisa ser muito bem feito. No último Mundial, em Paris, as brasileiras tiveram um bom desempenho, mas pararam diante das japonesas. “Temos de aprender a impor o nosso estilo diante do delas e acabar com este fantasma”, afirma Rosicléia, que levou as judocas para um treinamento específico de 13 dias em tatames japonesas neste mês, antes do Grand Slam, de Tóquio.

Segundo Rosicléia, Sarah Menezes, por exemplo, foi exigida ao extremo, ao participar de 16 lutas simuladas (randoris). “São dois blocos de oito randoris cada, com cinco minutos de luta e apenas 15 segundos de descanso”, revela a treinadora nacional.

Todo este aprendizado e dedicação só poderá ser analisado mesmo na Inglaterra no ano que vem, em Londres.

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