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Com 13 medalhas, judô empurra o Brasil na classificação geral

Meta da comissão técnica quase foi alcançada

Paulo Favero - Enviado Especial - Toronto, O Estado de S. Paulo

14 de julho de 2015 | 23h07

O Brasil encerrou sua participação no judô com 13 medalhas, uma a menos que a meta estipulada pela comissão técnica da seleção. Mas a modalidade ajudou a colocar o Brasil na parte de cima da classificação geral e sai da competição com a sensação de dever cumprido. “Para mim foi um resultado excelente. Acho que evoluímos, mas os outros países do continente também apresentaram melhoras. Chegamos disputando as medalhas em todas as categorias”, afirmou o judoca Luciano Corrêa, que conquistou o ouro.

Nesta terça-feira, foram quatro medalhas, com ele, Mayra Aguiar (prata), David Moura (ouro) e Maria Suelen Altheman (bronze). No total foram cinco de ouro, duas de prata e seis de bronze. Luciano Corrêa teve um caminho tranquilo até a final. Despachou o venezuelano Antony Peña e o argentino Hector Campos, ambos por imobilização. Na disputa do ouro, contra o canadense Marc Deschenes, o brasileiro venceu.

“Fico muito feliz pelo ouro, ainda mais nessa edição especial do Pan que antecede os Jogos Olímpicos na nossa casa. O judô é um esporte campeão e mostramos isso”, explicou o atleta, que já tinha sido campeão na edição anterior, em Guadalajara.

Mayra Aguiar, por sua vez, fez o esperado duelo com a norte-americana Kayla Harrisson na decisão. Antes, havia superado a mexicana Liliana Cardenas e a cubana Yalenns Castillo. No histórico entre as duas finalistas havia um equilíbrio grande. E a rival levou a melhor. “Essa derrota vai me fortalecer muito para a medalha de ouro vir na Olimpíada.”

Kayla sabe da grandeza da brasileira, tanto que elogiou muito o talento de Mayra. Para ela, essa disputa das duas ajuda a melhorar o nível da categoria. “É sempre difícil vencê-la. Ela é forte, técnica, e nas nossas lutas é a mente que vence. Se não fôssemos adversárias, acho que iria tomar uma cerveja com ela”, disse Kayla.

Para chegar ao bronze, Maria Suelen começou a competição vencendo a venezuelana Emileidys Lopez, mas depois perdeu para a mexicana Vanessa Zambotti e foi para a diputa do bronze. Contra a dominicana Leidi German, ela ficou com o terceiro lugar na categoria acima de 78 kg. “Eu vim de uma cirurgia delicada e para mim esse bronze é ouro.”

Já David Moura melhorou o feito do pai Fenelon Oscar Müller, que conquistou o bronze no Pan de 1975, disputado na Cidade do México. Ele ganhou de Joshua Santos, do Peru, e Pedro Pineda, da Venezuela, para chegar à decisão. Contra o equatoriano Freddy Figueroa de apenas 13 segundos para dar o ippon.

“É até chato falar, mas quase não suei. Eu já conhecia o adversário, entrei ligado e acertei o golpe”, explicou David, feliz por ter superado o pai. “Eu me preparei bastante e ele deve ter chorado muito, pois ele me ensinou muita coisa.”

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