Judô está pronto para garantir mais medalhas ao Brasil

O judô do Brasil tem motivos para acreditar que, nos Jogos Pan-Americanos do Rio, superar as cinco medalhas de ouro obtidas em São Domingos, (resultado que igualou a marca obtida em Indianápolis em 1997), é um sonho possível. Os atletas do masculino e do feminino passaram os últimos anos trabalhando para tornar ainda mais forte o terceiro esporte que mais rendeu medalhas ao País no torneio continental (85 ao todo, das quais 21 de ouro) e os resultados recentes na Europa têm dado motivos à comissão técnica brasileira para entusiasmo.O coordenador de seleções da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), Ney Wilson, está otimista especialmente por causa do trabalho entre as mulheres. ?Depois do Pan, em que ganhamos cinco ouros com o masculino e um com o feminino, fizemos uma avaliação para definirmos em que pontos precisávamos evoluir?, conta. ?Detectamos que nossas atletas tinham técnica boa, mas estavam aquém em termos de força em comparação com as cubanas e, em termos internacionais, com as européias. Por isso, apostamos no aumento do treino físico delas.? Entre os homens, segundo Wilson, os atletas estão no mesmo nível dos adversários no quesito força. ?Por isso, optamos por trabalhar mais a parte técnica, especialmente promovendo intercâmbios.?AnfitriãoDesde que a CBJ abriu as portas para os estrangeiros, a presença internacional no Brasil tem sido maciça. Muitas delegações vieram ao País motivadas pela oportunidade de trocar informações com nossos judocas e também simular as condições que encontrarão no Campeonato Mundial, em setembro, no Rio. ?De 2006 para cá tivemos atletas de 31 países treinando conosco, em especial franceses e japoneses?, conta Wilson. ?Fora isso, também promovemos treinamentos de nossos atletas em altitude.?Desde fevereiro, grupos de atletas integrantes da seleção brasileira permanente viajam para a Europa para participar de etapas da Copa do Mundo. Os eventos têm servido como avaliação para o Pan do Rio e também como oportunidade de os judocas enfrentarem a maioria dos adversários que estarão no torneio continental. Os resultados têm sido animadores.Em Viena, Erica Miranda (-52 kg) conquistou medalha de ouro e Daniela Polzin (-48 kg) o bronze. Na Super Copa do Mundo de Hamburgo, o Brasil conquistou um inédito primeiro lugar por equipes no feminino graças ao ouro de Edinanci Silva (-78 kg), a prata de Priscila Marques (+ 78 kg) e o quinto lugar de Danielle Zangrando (-57 kg). O masculino não deixou por menos. Leandro Cunha (-66 kg)foi ouro em Budapeste e prata em Paris. Pedro Guedes (-73 kg), Tiago Camilo (-81 kg) e João Gabriel Schilliter (+100 kg) foram bronze na Hungria, mesmo resultado de Flávio Canto (-81 kg) em Hamburgo.As seletivas para o Pan continuam até meados de junho e a equipe que defenderá o Brasil no Rio só será definida depois da apresentação dos judocas em um torneio em Cuba e na etapa nacional da Copa do Mundo, em Minas. Wilson diz que a disputa em algumas categorias está muito acirrada, como na -81 kg , em que Flávio Canto e Tiago Camilo vêm obtendo bons resultados, e na - 66 kg, em que o campeão mundial João Derly trava duelo com Leandro Cunha. ?É uma complicação boa?, define Wilson. Afinal, segundo ele, são poucos os países que podem se dar ao luxo de ter mais de um judoca por categoria com condições de vencer competições internacionais importantes.

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