Judô feminino define as últimas vagas

A meio-leve (até 52 kg) paulista Fabiane Hukuda e a ligeiro (até 48 kg) carioca Daniela Polzin asseguraram nesta segunda-feira as duas últimas vagas na seleção feminina de Judô, que tentará a classificação para os Jogos Olímpicos de Atenas, durante a disputa do Campeonato Pan-Americano, na Venezuela, entre os dias 19 a 23. Duas vagas na equipe ainda dependem de decisão judicial: meio médio (até 81 kg) Tiago Camilo contesta a vitória de Flávio Canto, assim como o leve (até 73 kg) Luiz Camilo, o Chicão, não aceita a perda da vaga para Leandro Guilheiro.Nas decisões desta segunda, tanto Fabiane quanto Daniela não tiveram dificuldades para superar Cátia Maia e Marli Midori, respectivamente.Ambas venceram a disputa, por 2 a 0, e fecharam a seletiva, melhor de três, por 2 a 1. A judoca paulista foi a que melhor se apresentou no tatame. Com um ippon ganhou a primeiro combate e, no confronto seguinte, um waza-ari assegurou sua vaga de titular na seleção."Se hoje eu estava em um bom dia, não sei dizer. Tive foi muita confiança na vitória", disse Fabiane, medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de São Domingos, em 2003. Apesar da facilidade com que venceu nesta segunda, ela precisou reverter o placar da disputa seletiva, já que iniciou perdendo a primeira, realizada em São Paulo. "Vou pensar somente no campeonato da Venezuela, porque preciso assegurar uma vaga para o Brasil e poder ir a Atenas. Também preciso me recuperar de uma contusão (no dedo mínimo da mão esquerda)." Para os Jogos da Grécia, o Brasil ainda tentará obter uma vaga nas categorias ligeiro (até 60 kg) masculino, além de ligeiro, meio-leve, médio (até 70 kg) e pesado (acima 78 kg) feminino, durante o campeonato Pan-Americano na Venezuela. Para atingir o objetivo, o País precisará, de uma combinação de resultados e ficar entre os seis primeiros colocados no ranking da categoria masculina e entre os três primeiros entre as mulheres."Acredito que vamos conseguir o lugar somente no masculino, porque já estamos entre os seis melhores. Já para as mulheres a situação é mais difícil, porque elas estão mais distantes", explicou o coordenador técnico internacional da Confederação Brasileira de Judô, Ney Wilson Pereira Silva. "O problema é que não basta vencermos a disputa. Temos que torcer termos sorte no sorteio das chaves e que os outros países, na concorrência pela vaga, tropecem."

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