Judô planeja se tornar o terceiro esporte do País

Modalidade investe e classifica atletas para todas as categorias do Mundial

Wilson Baldini - Enviado Especial, estadão.com.br

22 de agosto de 2011 | 17h43

PARIS - O judô quer se consolidar nos próximos anos como o terceiro esporte do Brasil. Tanto em investimento, como em resultados. Com oito patrocinadores, que rendem R$ 12 milhões anuais, a seleção brasileira chega ao Campeonato Mundial de Paris com estrutura de primeiro mundo, mas também com a cobrança que sofrem os melhores atletas do planeta.

Se a Olimpíada de Londres fosse disputada hoje o Brasil teria um atleta classificado em cada uma das 14 categorias, feito só obtido por Japão, França e Coreia do Sul. Ao contrário de outras épocas, os judocas atualmente vivem apenas do esporte. Os que conseguem maior destaque chegam a ganhar de R$ 20 mil a R$ 30 mil por mês. Neste ano de preparação para os Jogos, um incentivo dos patrocinadores de R$ 2 milhões foi distribuído entre os judocas e comissão técnica.

Outros R$ 3 milhões são injetados na preparação de atletas nas categorias inferiores. Com viagens, treinamentos e benefícios às seleções principais são gastos mais R$ 5 milhões por ano. "Posso dar como exemplo da nossa estrutura, o fato de nossos atletas entrarem para disputar o Mundial sabendo exatamente com quem estão lutando. Não há surpresas. Pois recebemos o vídeo com todas as competições que acontecem no mundo", diz a técnica Rosicléia Campos. "Participamos de competições pelo mundo todo", orgulha-se Ney Wilson, diretor técnico da seleção.

De 2012 a 2015 o Brasil será sede de três grandes eventos. Em outubro do ano que vem, Salvador receberá o Mundial por Equipes e o Mundial de Veteranos. Em 2013, será a vez do Rio, que voltará a organizar o Mundial Sênior - já foi sede em 2007. Dois anos mais tarde, o mundial será em São Paulo e terá um custo de cerca de R$ 15 milhões. "Podemos dizer que o Brasil é a quarta força do mundo atualmente", orgulha-se Ney Wilson, diretor técnico da seleção.

"A seleção brasileira de judô é como uma empresa. Recebe investimento e precisa dar resultado. Com certeza, esperamos medalhas. E elas virão", disse o presidente da Confederação Brasileira de Judô, Paulo Wanderley.

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