Judoca é pega no doping com a mesma substância de Cielo

Taciana Lima, do peso ligeiro, teve positivo para o diurético furosemida em junho. Defesa alega falhas no processo

Amanda Romanelli, O Estado de S.Paulo

12 de agosto de 2011 | 00h00

A judoca Taciana Lima, de 27 anos, foi flagrada em exame antidoping realizado na Copa do Mundo de São Paulo, no fim de junho. A substância encontrada foi a furosemida, diurético que causou o positivo do nadador Cesar Cielo e seus três companheiros - Nicholas dos Santos, Henrique Barbosa e Vinicius Waked. Os nadadores conseguiram comprovar que o suplemento alimentar que ingeriram estava contaminado com furosemida.

Taciana não foi convocada para disputar o Mundial de Paris, que começa no dia 22, apesar de ser a 2.ª atleta da categoria ligeiro (- 48kg) e aparecer na zona de ranqueamento olímpico.

Antes da divulgação do resultado positivo, o coordenador técnico da Confederação Brasileira (CBJ), Ney Wilson, afirmou que Taciana não foi chamada para viajar à França porque a comissão técnica preferiu priorizar atletas mais experientes - cada país pode, de acordo com o regulamento do Mundial, levar até dois judocas por peso.

A Sogipa, clube de Taciana, iniciou o processo de defesa e trabalha para que a atleta seja inocentada. Segundo o advogado George Daudt Wieck, além da alegação de inocência de Taciana, há falhas na condução do processo que podem ajudar a judoca a evitar uma suspensão.

"A Taciana recebeu a comunicação do resultado do exame em seu e-mail pessoal, na sexta-feira (dia 5), pela CBJ. O Código Brasileiro de Justiça Desportiva diz que é necessário fazer uma comunicação formal", explica. "Nós temos um prazo de sete dias para fazer a defesa. Quando começo a contar o prazo?", questiona. Wieck também aponta que Taciana não foi suspensa preventivamente e não sabe se a análise da amostra B já foi realizada. A CBJ não se pronunciou sobre o assunto.

Outro ponto que causa estranheza, diz Wieck, é o furto de um dos suplementos alimentares utilizados por Taciana durante a disputa em São Paulo. "Temos testemunhas de que um dos frascos sumiu. O furto foi denunciado em um Boletim de Ocorrência. Se a bolsa dela foi mexida, pode ter havido contaminação", explica. Os outros produtos utilizados pela atleta foram mandados para análise.

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