Miguel Noronha/Divulgação
Miguel Noronha/Divulgação

Judoca Mayra Aguiar assume 1º lugar do ranking mundial

Se conseguir manter a posição até o fim de abril, ela terá uma chave privilegiada em Londres

AE, Agência Estado

08 de fevereiro de 2012 | 17h40

SÃO PAULO - A judoca Mayra Aguiar é cada vez mais favorita à conquista de uma medalha de ouro para o Brasil na Olimpíada de Londres. Campeã dos dois torneios preparatórios mais importantes do ano, o último deles o Grand Slam de Paris, no fim de semana passado, a brasileira assumiu a primeira colocação do ranking mundial na categoria até 78 kg após a atualização feita pela Federação Internacional de Judô (FIJ) nesta quarta-feira. Se conseguir manter a posição até o fim de abril, terá uma chave privilegiada em Londres.

Esta é a primeira vez que uma brasileira lidera o ranking criado pela FIJ em 2009 e que é também o principal critério de classificação para as Olimpíadas de Londres. A brasileira, pelos 1730 pontos que tem, já está garantida nos Jogos londrinos.

"Eu sempre sonhei em chegar na primeira posição no ranking. Era um objetivo e acho que todas as meninas vão se motivar. É bom para todo mundo, pois prova que é possível. O judô feminino do Brasil cresceu bastante nos últimos anos. Esta posição não é por acaso. Fico orgulhosa e satisfeita, mas a primeira posição no ranking não vai abalar a nossa forma de trabalhar, sempre com empenho, dedicação e seriedade", diz Mayra Aguiar, de apenas 20 anos.

Terceira colocada até a última atualização, Mayra Aguiar somou 300 pontos com o título no Grand Slam de Paris e foi a 1730, ultrapassando a japonesa Akari Ogata, que foi bronze na França e está com 1610 pontos. Logo atrás aparecem a francesa Audrey Tcheumeo e a norte-americana Kayla Harrison, que foi derrotada por Mayra na final do último Grand Slam e tem 1440 pontos.

A técnica da seleção feminina, Rosicleia Campos, comemora a evolução da modalidade neste ciclo olímpico. "Quando entrei na seleção, em 2005, ninguém imaginava que o judô feminino poderia ter resultados expressivos, muito menos vislumbrar uma brasileira como número 1 do mundo. Hoje temos várias atletas no Top 10 do ranking e isto é combustível de motivação para toda a equipe. Além de refletir em moral e respeito dentro do tatame", afirma a treinadora.

Atualmente o Brasil tem outras três judocas com chances reais de pódio na Olimpíada. Medalhista de prata em Paris, Sarah Menezes é a terceira do ranking na categoria até 48 kg. Rafaela Silva aparece em quarto na categoria até 57 kg e Erika Miranda ocupa o sexto lugar na até 52 kg. Além delas, o Brasil deve ser representado em Londres por Mariana Silva (19.ª na até 63 kg), Maria Portela (21.ª na até 70 kg) e Maria Suelen Altheman (10.ª entre as peso pesado).

Entre os homens, Leandro Guilheiro ficou muito perto de se tornar o primeiro do mundo na categoria até 81 kg. Mesmo sem competir em Paris, ele reduziu a diferença para o coreano Jae-Bum Kim para seis pontos apenas, uma vez que o asiático tinha descartes a fazer. Rafael Silva, que foi vice-campeão na França entre os pesos pesados, subiu uma posição e agora é o quarto do mundo.

Na categoria até 90 kg, Hugo Pessanha passou Tiago Camilo e seria o representante do Brasil em Londres se a definição das vagas fosse hoje. Ele está em sétimo, com 920 pontos, com Camilo em oitavo, com 886. Já na até 100 kg, Luciano Correa (19.º) tem 22 pontos de vantagem, apenas, sobre Leonardo Leite. O calendário do Circuito Mundial ainda tem programadas quatro competições até a data limite (1.º de maio): duas Copas do Mundo, um Grand Prix e os torneios continentais.

Também estão dentro dos critérios de classificação (22 homens e 14 mulheres, com um representante por país em cada categoria) Felipe Kitadai (14.º na até 60 kg), Leandro Cunha (sexto na até 66 kg) e Bruno Mendonça (13.º na até 73 kg).

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