Judocas fazem vaquinha para viajar

A próxima segunda-feira, na concentração da seleção brasileira de judô, no Projeto Futuro, em São Paulo, será o dia de passar o pires. Atletas, comissão técnica e representantes de seus respectivos clubes ou patrocinadores, vão reunir-se para juntar dinheiro para pagar uma viagem à Itália, preparatória ao Campeonato Mundial da Alemanha, em Munique, de 26 a 29 de julho. Os torneios que estão na programação da viagem são Guido Siene (2 e 3 de junho), em Sassari, e Tre Torri (9 e 10 de junho), em Sant? Elpidio, e a maioria dos atletas está sem dinheiro. Ao menos, a participação para o Mundial está grantida. A Secretaria Nacional de Esportes vai viabilizar a viagem e estadia via Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Cerca de R$ 125 mil será liberado daqui a 15 dias.Dos 14 titulares, somente os patrocinados pelo Clube Pinheiros - Andrea Berti, Reinaldo Santos, Daniel Hernandez e Priscila Marques - estão tranqüilos. Edelmar Branco Zanol não tem patrocínio. Sebastian Pereira, Fabiane Hukuda e Vânia Ishii estão há cinco meses sem receber salário do Vasco. Tânia Ferreira, Flávio Honorato, Cristina Sebastião e Edinanci Silva contam apenas com o apoio da Prefeitura de São Caetano. João Derly não será bancado pelo patrocinador (Sogipa). E Mário Sabino, contundido, só volta ao tatame dia 4. "A preparação já está comprometida porque nenhum atleta disputou o circuito europeu. Eles precisam ir para a Itália", declara o diretor técnico da seleção e coordenador de judô do Vasco Ney Wilson. "No Vasco, o judô está um caos."Desde o início do ano, Branco está vivendo de economias. Espera ter um tempinho para ir à cidade natal, Guaíra, pedir patrocínio à poderosa família Mendonça, proprietária da Usina Colorado. "Meu irmão até dirigiu caminhão da Usina e acho que eles podem me ajudar."

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