Juiz ajuda e Palmeiras escapa de fiasco

Equipe é beneficiada por gol mal anulado do Atlético-GO e vence com lance polêmico; Diego Souza briga com torcida

Daniel Akstein Batista, O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2010 | 00h00

O Palmeiras contou com erros da arbitragem para vencer o Atlético-GO na noite de ontem, por 1 a 0, no Palestra Itália. O adversário teve um gol anulado erroneamente e no fim, após fraca atuação, os donos da casa só marcaram gol de pênalti, bastante duvidoso, aos 49 minutos do segundo tempo - Cleiton Xavier converteu. No jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil, quarta-feira, em Goiânia, um empate os classificará

O resultado foi bom, mas não abafou uma crise, já antiga. Ao ser substituído no 2º tempo, Diego Souza deixou o campo sob vaias e rebateu com xingamentos e com gestos obscenos. "Temos de apoiar o Diego, que é um jogador importante pra gente", defendeu Lincoln.

Enquanto espera a partida de volta, o Atlético tem no domingo um confronto que deve render o título estadual. Enfrenta o Santa Helena e pode perder até por três gols de diferença para fazer a festa.

Ontem, quem esperava comemorar, e de forma tranquila, era a torcida palmeirense, que lotou o estádio na expectativa com a estreia de Marcos Assunção - Pierre estava suspenso - e para ver o trio formado por Cleiton Xavier, Lincoln e Diego Souza - foi a primeira vez que eles começaram uma partida juntos.

O Palmeiras demorou 10 minutos para animar os torcedores, no lance em que Cleiton Xavier tentou uma bicicleta. Logo depois, Diego Souza fez o mesmo, também sem sucesso. O ímpeto alviverde, porém, durou pouco. E o Atlético partiu para cima do adversário.

Contra uma equipe bem postada defensivamente, o Palmeiras sofreu para chegar com perigo. E, como mostram as estatísticas, quem mais trabalhou foi Marcos, em chutes de Rodrigo Tiuí e de Robston. O atacante Marcão ainda acertou o travessão.

Depois que assumiu o Atlético, há dois meses, Geninho conseguiu acabar com um problema que, segundo ele, era crônico: o time tomava muitos gols. Já Antônio Carlos, técnico palmeirense, pediu para que a equipe atuasse como no primeiro jogo da fase anterior, quando venceu o Atlético-PR por 1 a 0. O resultado se repetido ontem seria ótimo, disse o treinador antes da partida.

Broncas. O jogo foi movimentado e repleto de reclamações. A arbitragem foi alvo dos dois times. Os donos da casa ficaram bravos, sem razão, quando o juiz marcou impedimento no gol anulado de Robert - o atacante realmente estava à frente quando o goleiro Márcio soltou chute de Cleiton Xavier. Já os goianos disseram que Leonardo Gaciba não adotou os mesmos critérios e ficaram na bronca quando Marcão marcou e Gaciba anotou impedimento erroneamente. Sem contar o lance final, em que Paulo Henrique chutou para defesa de Márcio, mas que o árbitro viu pênalti, considerando que o palmeirense foi empurrado por um zagueiro - aos 49, Cleiton Xavier fez o gol para alívio da torcida.

"Foi um jogo dificílimo, mas conseguimos a vantagem e isso foi o mais importante", disse Lincoln. Do outro lado, choveram reclamações. "Foi uma marcação errada (do pênalti)", falou Rodrigo Tiuí.

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