Juiz erra e Santos amarga empate com Inter no Sul. Ruim para os dois

Equipe santista teve gol não assinalado pela arbitragem, que também ignorou pênalti de Kleber em Neymar

Marcon Beraldo, O Estado de S.Paulo

31 de outubro de 2010 | 00h00

Um gol não assinalado pela arbitragem no primeiro tempo e um pênalti de Kleber em Neymar não marcado no segundo acabaram custando caro ao Santos, que amargou empate por 1 a 1 com o Internacional, ontem à tarde no Beira-Rio. O resultado deixou as duas equipes, que buscavam a vitória para tentar encostar no bloco dos primeiros colocados do Campeonato Brasileiro, em má situação. Ambas estão com 49 pontos, oito distantes do líder Fluminense.

As duas equipes mostraram disposição ofensiva desde o início. Principalmente o Inter, que, marcando com determinação e adiantando o time, pressionou o adversário para tentar sair na frente logo no início. A primeira chance foi com Guiñazu; mas o argentino finalizou como volante, fraco, e em cima do goleiro Rafael, que faria outras boas defesas na partida.

O Santos, porém, também ameaçava nos contra-ataques. Neymar perdeu grande chance à frente do goleiro Renan, que também estava atento e fez outra boa defesa em chute de Danilo, dentro da área.

O Inter tinha mais posse bola de bola, marcava melhor e assim criava mais oportunidades, aumentando o entusiasmo da torcida gaúcha, que não parava de cantar, mesmo em finalizações erradas, como as de Giuliano e Rafael Sóbis. Com a contusão e saída de Arouca, o Santos ficou mais fraco no meio de campo. O Inter foi para cima, chutou uma bola no travessão (Wilson Mathias) e teve outra boa chance com D"Alessandro, que parou nas mãos de Rafael.

Mas, quando o Inter mais pressionava, o Santos chegou ao gol. Em cruzamento da esquerda, o zagueiro Edu Dracena se antecipou ao goleiro Renan e cabeceou; a bola ultrapassou a risca antes de o lateral Nei, de "bicicleta", alcançar a bola. Quem tirou a dúvida do árbitro Paulo Godoy Bezerra foi o quarto árbitro, Francisco Neto. "Tenho quase certeza absoluta de que a bola não entrou. Pode ser que na televisão mostre que ela entrou, mas na posição em que eu estava vi que ela não entrou", garantiu o auxiliar, que seguia orientação da Federação Gaúcha e não da CBF, ao se posicionar ao lado da marca de escanteio.

O atacante santista Zé Eduardo se mostrou conformado. "Não adianta reclamar. Acho que (a bola) entrou, mas futebol é emoção, é momento. Vamos continuar correndo pela vitória no segundo tempo", prometeu.

Na segunda etapa a pressão do Inter continuou. Com uma marcação mais agressiva ainda, o time gaúcho criou algumas oportunidades, mas parou nas boas defesas do goleiro Rafael. Depois das substituições, o Santos voltou a equilibrar o jogo, enquanto o Inter atacava mais na base do entusiasmo. E o Santos poderia ter saído na frente aos 24 minutos, quando Neymar foi agarrado por Kleber na área, em pênalti ignorado pelo juiz Paulo Godoy Bezerra.

A justiça acabou sendo feita aos 33 minutos. Zé Eduardo, depois de uma grande jogada individual, abriu a contagem. O Inter reagiu três minutos depois, com Leandro Damião, de cabeça e empatou o jogo.

Nos minutos finais, o Inter, com o apoio de sua torcida, partiu para cima na tentativa de fazer o gol da vitória, único resultado que interessava. O Santos, sem o mesmo entusiasmo, também tentou atacar, mas não conseguiu marcar mais.

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