Juiz 'pé-quente' apita jogo do Corinthians

Carlos Eugênio Simon é sorteado para partida decisiva com o Vitória, em Salvador. Equipe paulista venceu todas fora de casa com a arbitragem do gaúcho

Fábio Hecico, O Estado de S.Paulo

19 de novembro de 2010 | 00h00

Corinthians, Fluminense e Cruzeiro, os envolvidos na disputa do título nacional, gostariam de ver os árbitros tops do País em seus jogos nesta reta final de campeonato após polêmicas envolvendo os homens do apito no fim de semana passada: foi ou não falta de Gil em Ronaldo dentro da área? Thiago Ribeiro e Wellington Paulista sofreram pênaltis diante do Corinthians? Foi pênalti para o Fluminense? As questões ainda repercutem, mas a verdade é que a CBF atendeu os times e escalou o que tem de melhor para seus jogos. Vitória e Corinthians, no Barradão, por exemplo, será comandado por Carlos Eugênio Simon. Curiosamente, o gaúcho dá sorte ao líder neste Brasileiro.

Das seis vitórias do Corinthians fora de casa, três foram sob a arbitragem de Simon. Todas válidas pelo segundo turno e em duelos complicados: nos 2 a 1 sobre o Fluminense, no Engenhão, nos 3 a 2 diante do Santos, na Vila Belmiro, e nos 2 a 0 no São Paulo, em pleno Morumbi.

"Na reta final sempre chamam o velho", brinca o árbitro, sobre o fato de normalmente aparecer nos jogos mais importantes das competições. Em sua temporada de aposentadoria (está com 45 anos, idade limite para apitar), Simon, recordista de jogos em Brasileiros (292, em sua conta), fará seu 24º no Nacional e espera seguir distante das polêmicas. "A fase está espetacular. Olha o que apitei de jogos aí e nada (de reclamações). Vou para lá (Salvador) tranquilo", diz.

Mesmo cansados de reclamações dos adversários sobre favorecimento da arbitragem, os jogadores aprovam a escolha da CBF. "É difícil falar dos juízes e a polêmica vamos deixar para lá. O importante é fazer nossa parte e o Simon ter um bom jogo lá", afirma o meia Danilo.

"Espero que os profissionais envolvidos tenham a competência e não cometam erros. Torço, quero e tomara que as pessoas responsáveis saibam que os árbitros são seres humanos. Não espero vê-los favorecendo ninguém, só peço que sejam iguais para todos", observa Tite. Durante a semana, o técnico se revoltou ao colocarem o trabalho corintiano sob judice e não gostou das reclamações dos cruzeirenses apontando para um possível "esquema de arbitragem".

O capitão William preferiu não falar sobre Simon. Mas fez sugestão. "Não gosto de ficar focando em árbitro. Já tinha falado antes do jogo com o Cruzeiro e repito: me preocupa a morosidade em profissionalizar a arbitragem no Brasil. Há tempos que ouço isso e ninguém apresenta proposta". E comentou: "Se não me engano, o árbitro, pela responsabilidade que tem, é o único que não é profissional numa partida."

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