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Juiz retira suspensão de Tom Brady por caso das bolas murchas

Quarterback dos Patriots havia sido punido por quatro partidas

Lucca Rebelato, O Estado de S. Paulo

03 de setembro de 2015 | 16h16

O juiz Richard Berman retirou nesta quinta-feira, 3, a punição de quatro partidas ao jogador de futebol americano Tom Brady, do New England Patriots. O quarterback havia recebido a sanção após ter supostamente compactuado com o esvaziamento das bolas na partida contra o Indianapolis Colts, válida pela final da AFC da última temporada. A vitória no jogo levou os Patriots ao Superbowl, a grande final da NFL, na qual o time se sagraria campeão sobre o Seattle Seahawks.

O argumento utilizado pelo magistrado foi que o comissário Roger Goodell, que aferiu a punição original ao jogador, não teria autoridade para fazer tal julgamento sem uma evidência concreta da participação de Brady.

“O tribunal conclui que Brady não teve nenhum aviso de que poderia receber uma punição de quatro partidas pelo conhecimento geral do esvaziamento de bolas por terceiros, pela participação em um esquema do tipo ou pela falta de cooperação com a investigação", escreveu Berman.

O CASO

Na partida contra os Colts, após a denúncia de um dos jogadores do time adversário para a arbitragem, todas as bolas foram levadas para testes de calibragem. As 11 bolas disponibilizadas pelos mandantes (no caso, os Patriots) utilizadas no jogo estavam com a pressão abaixo do nível mínimo permitido pela NFL. As quatro levadas pelo time de Indiana estavam dentro dos limites recomendados. O caso ficou conhecido como 'Deflategate', em uma referência ao escândalo de 'Watergate'.

As bolas mais 'murchas' representariam uma vantagem para o time que ataca, pois facilitam o lançamento e a recepção dos jogadores.

Na ocasião, a partida terminou com o placar de 45 a 7 para o time de Brady.

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