Juiz uruguaio está sob proteção policial

JOHANNESBURGO

, O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2010 | 00h00

Jorge Larrionda, o juiz uruguaio que não deu o gol de empate da Inglaterra contra a Alemanha no domingo, ganhou proteção extra da polícia. A determinação foi da própria Fifa, que tomou a providência depois que o mundo inteiro viu o erro do árbitro. O auxiliar Mauricio Espinosa, que tampouco viu a bola entrar e se manteve em sua posição, em vez de correr para o centro do campo, também terá escolta.

Não é a primeira vez que Larrionda erra dessa forma. Em 2004, ele não deu um gol de Adriano nas Eliminatórias para a Copa de 2006. A bola bateu no travessão e caiu 58 centímetros dentro do gol da Colômbia, mas o juiz mandou o jogo seguir.

Nesta Copa, Larrionda já havia sido protagonista de uma polêmica. No jogo entre Sérvia e Austrália, ele deixou de marcar um pênalti contra os australianos que poderia classificar a Sérvia, e não Gana, única seleção africana a conseguir a vaga. "O juiz não quis ver o pênalti", disse o técnico sérvio Radomir Antic.

Em 2002, o juiz não foi à Copa da Ásia porque havia sido suspenso por sua federação, por seis meses, sob acusação de "irregularidades". O trio uruguaio saberá até amanhã se será mantido ou não na Copa da África do Sul. Seja qual for o destino dos juízes dentro do campo, a Fifa garante que a proteção extra estará garantida até o final da Copa. / J.C.

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