Jungmann diz que efetivo da Força Nacional está garantido para a Olimpíada

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou na manhã desta quinta-feira que o efetivo da Força Nacional de Segurança para a Olimpíada está assegurado. De acordo com ele, o governo de São Paulo vai ceder 2,3 mil policiais para completar os 9 mil agentes anunciados para atuar nos Jogos. Jungmann também disse que as Forças Armadas estão preparadas para ocupar favelas do Rio de Janeiro caso o governo estadual solicite.

Alfredo Mergulhão, Estadão Conteúdo

19 de maio de 2016 | 13h19

"Vamos estar completos em termos das necessidades da Força Nacional de Segurança, que inclusive fará segurança interna dos Jogos", afirmou o ministro durante visita ao Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (Cefan), da Marinha, na zona norte carioca.

As Forças Armadas atuarão na segurança externa das infraestruturas consideradas críticas e estratégicas, como as de energia, comunicação e transportes dos presidentes, além de presença no policiamento e na segurança marítima.

"Estamos muito bem. Nosso grau de execução do caderno de compromisso com a Olimpíada está em dia", afirmou.

Jungmann havia criticado a organização dos Jogos Olímpicos na última segunda-feira, pouco depois de tomar posse no cargo. Na ocasião, manifestara preocupação sobretudo em relação à inteligência. O ministro disse que o retorno do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) aumentará a capacidade de abrangência e interlocução da área.

"Não temos nada no radar que venha a criar qualquer tipo de problema durante a Olimpíada. O Brasil é soft power, não tem inimigo nem conflitos étnicos. Estamos tranquilos até aqui, mas claro que estaremos alerta", afirmou.

O aumento da violência no Rio não preocupa para os Jogos, disse o ministro. Segundo ele, ainda não foi identificada nenhuma necessidade adicional de segurança para justificar a ocupação de favelas da região metropolitana.

"Qualquer ocupação depende de solicitação do governador do Rio (Francisco Dornelles, em exercício) e ela não aconteceu até aqui. Obviamente, a decisão fica a juízo do presidente da República. Mas, evidentemente, devo dizer que temos condições de procurar subsidiar e atender (caso seja solicitado)", declarou.

O ministro vai se encontrar com o secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, e com o prefeito do Rio, Eduardo Paes, na tarde desta quinta-feira.

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