Fábio Motta / Estadão Conteúdo
Fábio Motta / Estadão Conteúdo

Justiça autoriza devolução de quase R$ 6 milhões ao Comitê Rio-2016

Volta de dinheiro é respiro para os combalidos cofres da organização

Marcio Dolzan, Estadão Conteúdo

23 de fevereiro de 2018 | 11h46

A Justiça autorizou a devolução ao Comitê Rio-2016 de quase R$ 6 milhões que estavam bloqueados desde o final dos Jogos Olímpicos no Brasil. O montante representa 40% do total de R$ 9,8 milhões que estavam retidos em uma conta judicial devido a uma dívida com a empresa ucraniana Euromedia Company, que fez banners para uso nas competições.

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O desbloqueio do valor foi autorizado pela juíza Mabel Christina Castrioto Meira de Vasconcellos, da 18ª Vara Cível do Rio. Ela homologou um acordo fechado entre o Comitê Rio-2016 e a Euromedia.

Com a decisão, 60% do valor (R$ 5,88 milhões) que se encontra à disposição da Justiça vai voltar para os combalidos cofres do Comitê Rio-2016. A empresa Cargo Way Events receberá R$ 1,07 milhão; a SignPrint Impressão Digital, R$ 135 mil; outros R$ 155 mil serão depositados em uma conta bancária à disposição da 52ª Vara Cível da Capital, referente a um processo movido pela Zoom Publicidade Exterior; e R$ 108,9 mil na conta bancária à disposição da 4ª Vara Cível da Capital, relativos ao processo ajuizado pela Expansão Gráfica da Amazônia. O saldo remanescente caberá à Euromedia.

A empresa ucraniana havia entrado com medida cautelar em meio aos Jogos do Rio. Na época, o bloqueio foi determinado "em razão da desorganização do réu". Na decisão, a juíza Mabel Christina considerou que "faltando 23 dias para a abertura dos Jogos Olímpicos do Rio, foi celebrado aditivo ao contrato, acrescentando-se e alterando-se aproximadamente 8.000 itens ao escopo original do trabalho". O material teve de ser enviado de avião, dada a iminência dos Jogos, e a empresa arcou com o custo.

Organizador da última Olimpíada, o Comitê Rio-2016 conta com um buraco em suas contas. Após a prisão de Carlos Arthur Nuzman - já em liberdade -, a entidade passou a ser presidida por Edson Menezes, que era o primeiro vice-presidente do conselho administrador. Não há uma confirmação oficial, mas a dívida total do comitê gira em torno de R$ 100 milhões.

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