Justiça considera abusiva a paralisação no Maracanã

O Tribunal Regional do Trabalho do Rio (TRT-RJ) exigiu ontem a retomada dos trabalhos até segunda-feira, dia 19.

Leonardo Maia / RIO, O Estado de S.Paulo

17 de setembro de 2011 | 00h00

O Tribunal Regional do Trabalho do Rio (TRT-RJ) considerou, em audiência realizada ontem, que a greve dos funcionários das obras de reforma do Maracanã para a Copa de 2014 é abusiva e exigiu a retomada dos trabalhos até segunda-feira. Com isso, o consórcio que administra a obra não precisará atender às novas exigências dos funcionários, que estão parados há 17 dias.

A audiência teve grande presença dos trabalhadores, que precisaram ser controlados e acalmados quando o veredito foi proferido. Eles alegam má qualidade da alimentação e a ausência de médicos no turno da madrugada, e querem novo reajuste na cesta básica, de R$ 160 para R$ 180.

O Tribunal considerou que vistorias foram feitas pela vigilância sanitária para verificar a qualidade dos alimentos e a limpeza da obra. Além disso, o acordo revisto em 22 de agosto só pode ser contestado a partir de 5 de outubro, quinto dia útil do mês seguinte à validação do novo contrato.

As paralisações das obras no Maracanã ameaçam o cronograma previsto pela Empresa de Obras Públicas do Rio (Emop), segundo o qual o estádio será entregue em dezembro do ano que vem. O presidente de Emop, Ícaro Moreno, garante, porém, que há meios de se acelerar os trabalhos e que não há risco de o Maracanã não receber jogos da Copa das Confederações, em 2013.

"Temos um planejamento de algumas folgas, que foram diminuídas, pelos dias parados. Nós vamos ter Copa das Confederações aqui no Maracanã. A greve dificultou, mas nós temos a tecnologia, e estamos avançando", explica Moreno, ressalvando que o uso de tal tecnologia pode, no entanto, aumentar um pouco o custo da reforma do estádio carioca.

Sobrepreço. Recentemente, o Tribunal de Contas da União (TCU) encontrou indícios de sobrepreço nas obras do Maracanã. Após auditoria do Tribunal, o governo estadual reduziu em R$ 97 milhões o orçamento do estádio - passou de R$ 956 milhões para R$ 859 milhões.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.