Juvenal dá um voto de confiança a Leão

Por ora nem mesmo a eliminação na Copa do Brasil e as fracas apresentações devem tirar Emerson Leão do cargo. A medida vai na contramão da política adotada nos últimos anos, quando eliminações geralmente custavam o emprego dos treinadores e comprometiam o planejamento de toda a temporada. Nos últimos três anos, Muricy Ramalho e Ricardo Gomes caíram logo após derrotas na Libertadores e Paulo César Carpegiani sobreviveu a poucas partidas após cair para o Avaí na Copa do Brasil.

FERNANDO FARO, O Estado de S.Paulo

22 de junho de 2012 | 03h09

A ideia é dar estabilidade ao treinador para ver se ele consegue recuperar a equipe no Campeonato Brasileiro, onde ocupa a sexta colocação, com nove pontos. Caso não consiga, os dirigentes querem ter na manga um nome com força suficiente para assumir, mas não se entendem quanto aos nomes. O vice de futebol, João Paulo de Jesus Lopes, defende há tempos a contratação de um estrangeiro, mas o presidente Juvenal Juvêncio teme que o profissional não se adapte rapidamente ao país. O sonho do diretor de futebol Adalberto Baptista é André Villas-Boas, campeão português e da Liga Europa com o Porto e demitido do Chelsea nesta temporada. Ele jantou com os dirigentes no mês passado e ouviu da boca deles a manifestação de interesse, mas espera outras propostas da Europa, onde ainda tem muito mercado.

Enquanto não entra em consenso, a cúpula acredita que manter Leão é melhor do que tirá-lo sem ter outra boa opção, mas começa a externar os sinais de que espera mais do grupo. "É difícil falar que se não for campeão, a coisa não funcionou. Trocamos 90% do elenco e o problema realmente não era o técnico, agora o elenco é competitivo. Ele (Leão) tem feito um trabalho razoável. É o suficiente para mantê-lo, não existe esse esplendor de técnico no Brasil, todos sabemos disso", afirmou Juvenal.

Reforços. A diretoria também não deve fazer grandes mudanças no elenco, reformulado para essa temporada. Juvenal procura jogadores para o meio e, especialmente, para a zaga. Lúcio, atualmente na Inter de Milão, é desejado, mas o alto salário atrapalha. "Está difícil, o Lúcio quer ganhar muito. Não faremos como o Fluminense, que paga R$650 mil por mês ao Deco. O São Paulo não faz isso", avisou.

Sobre Denilson, o presidente pretende mantê-lo pelo menos até o fim do ano, mas reconhece que é difícil. O Estado apurou que Juvenal quer contratá-lo em definitivo e negocia um abatimento nos 6 seis milhões (R$ 15,4 milhões) pedido pelo Arsenal. Caso o primeiro cenário seja impraticável, tentará estender o empréstimo primeiro por mais um ano ou até o fim da temporada, caso a investida mais longa falhe. É o próprio presidente que está tratando das negociações.

Mas tudo vai depender do desempenho do time no Nacional; sonho de

alguns dirigentes é

André Villas-Boas

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