Juvenal desdenha Luxemburgo

Presidente diz que técnico não trabalha no Morumbi sob o seu comando

Martín Fernandez, O Estadao de S.Paulo

24 de abril de 2008 | 00h00

Juvenal Juvêncio foi reeleito para mais três anos como presidente do São Paulo, com larga vantagem sobre o opositor Aurélio Miguel. E deixou claro que, neste período, não existe a menor possibilidade de Vanderlei Luxemburgo vir a comandar a equipe. "O pessoal não gosta muito dele aqui", divertiu-se o presidente, quando perguntado sobre o assunto. "Eu? Não gosto mais. Acho que ele é muito marqueteiro", emendou.À velha história de que o treinador "não tem o perfil do clube", somou-se o episódio do último domingo, quando o São Paulo perdeu para o Palmeiras por 2 a 0 e foi eliminado do Campeonato Paulista. No intervalo, o vestiário dos visitantes foi infestado por um gás tóxico, o que obrigou jogadores e comissão técnica a fugir para o gramado.O mandatário tricolor não gostou de ver Luxemburgo acusando os são-paulinos de armar o episódio do gás. "Este é um clube grandioso e aqui vocês nunca verão gás pimenta", foi uma das primeiras frases de Juvêncio em seu discurso de posse. O presidente garantiu que em nenhum momento pensou em tirar o time de campo. "Mas, se abandonasse o jogo, o São Paulo seria criticado por falta de esportividade", explicou Juvêncio. "Foi um susto, tive de ir embora de repente, não havia lugar para ver o jogo", contou o dirigente. "E o pessoal da Federação Paulista não quis entrar para testemunhar. É um mundo fantasioso."Além das críticas ao Palmeiras e seu treinador, o cartola bateu forte na Federação Paulista de Futebol e no campeonato estadual. "É uma pornochanchada com enredo", disparou. "O regulamento diz que o mando é da federação, mas ficou claro que o mando é da pressão. O presidente (Marco Polo Del Nero) disse que o jogo poderia ser em qualquer lugar, menos no Palestra Itália, porque aquilo é um barril de pólvora. Dias depois ele marca o jogo lá."REFORÇOSDois dias antes do fatídico jogo com o Palmeiras, Juvenal fez uma autocrítica e reconheceu que as contratações do clube em 2008 não deram certo. Só poupou Adriano e criticou Joilson, Juninho, Carlos Alberto e Fábio Santos. Após a reeleição, pegou mais leve. "Tem jogador que demora para se adaptar mesmo. Isso aconteceu com Dario Pereyra, Careca, Raí, todos ídolos do São Paulo", comentou. "E posso dar o exemplo do Jadilson, que foi o melhor lateral do Campeonato Brasileiro de 2006 e aqui não conseguiu jogar. Agora, no Cruzeiro, está bem de novo."Juvenal Juvêncio confirmou que o São Paulo procura "dois ou três atletas" para as competições do segundo semestre (Campeonato Brasileiro e Copa Sul-Americana), mas não quis dar detalhes.

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