Juvenal: 'Nem a cúria romana garantiu Bento XVI'

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PAULO FAVERO, O Estado de S.Paulo

16 de março de 2013 | 02h08

estadao.com.br/e/saopaulofc

O presidente Juvenal Juvêncio deu seu voto de confiança ao técnico Ney Franco, mas garantiu que vai pressionar por resultados. Ontem, no desembarque da equipe, o dirigente do São Paulo não fugiu da polêmica e garantiu que vai manter o comando. "O Ney é trabalhador, sério, ponderado e não é ufanoso. Ele tem uma aceitação boa", diz o cartola, mas ponderando que não dá garantias da permanência até o fim do contrato. "Essa é uma pergunta recorrente, eu não garanto técnico. Nem a cúria romana garantiu o Bento XVI. Mas o Ney Franco fica. Não vai haver mudança no São Paulo."

Ele conversou com o comandante durante a viagem de volta de Buenos Aires e conta que avisou Ney das críticas que iria sofrer no retorno ao País. "Eu disse a ele: 'você vai apanhar da imprensa, Ney. Porque esse jogo nos deixou em situação difícil. Só em abril tem jogo, vai ter um hiato nocivo. Você não estava apanhando, agora terá de ser bom na adversidade'."

Juvenal garante que está incomodado com a irregularidade da equipe, que ficou em situação delicada na Libertadores após perder para o Arsenal. "O São Paulo não tem ido bem. Em determinado instante esteve melhor e até comecei a acreditar que estava solidificado, mas percebo que ainda tem altos e baixos, contrariando nossa expectativa", admite o dirigente, lembrando que não tem conversas para Paulo Autuori assumir o comando da equipe. "Sei que o Autuori está vindo para o Brasil e que está em paz com problemas do passado que fizeram com que ele saísse do São Paulo. Ele ficou meu amigo pessoal, mas já apanhei muito com esse negócio de técnico. Agora quero o Ney."

O presidente são-paulino também comentou o fato de alguns atletas se mostrarem indignados com substituições, como Ganso e Lúcio. Para Juvenal, isso não incomoda. "Cara feia para mim é bobagem. No São Paulo, muitas pessoas não gostam de ouvir, mas é fato, ninguém perde a mão, porque a mão é minha. Quem não tiver contente tem de procurar um lugar de contentamento. Acho que as pessoas têm se portado com muito cavalheirismo, até porque aqui não pode sair da linha."

Lúcio, por sua vez, preferiu minimizar o problema com o treinador ao ser sacado da equipe. "Não fiquei bravo, fiquei triste. Vou continuar trabalhando e tentar melhorar para não ser substituído. Foi uma decisão do treinador e tenho de respeitá-la", concluiu, dando uma cutucada na alteração. "Quando saí estava 0 a 0. Depois sofremos a derrota."

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