Carmen Mandato/AFP
Carmen Mandato/AFP

Kaepernick apoia protestos contra a morte de afro-americanos pela polícia

Jogador de futebol americano virou ativista dos direitos civis e anunciou apoio aos fortes protestos nos últimos dias contra a morte de um negro por policiais em Minneapolis, nos Estados Unidos

AFP, O Estado de S.Paulo

29 de maio de 2020 | 11h39

Colin Kaepernick, o jogador de futebol americano que virou ativista dos direitos civis, anunciou nesta quinta-feira apoio aos fortes protestos nos últimos dias contra a morte de um negro desarmado pelas mãos da polícia em Minneapolis.

"Quando a civilidade leva à morte, a revolta é a única reação lógica. Os apelos à paz choverão e, quando isso acontecer, cairão em ouvidos surdos, porque sua violência trouxe essa resistência", escreveu Kaepernick no Twitter. "Temos o direito de revidar! Descanse no poder, George Floyd", completou.

A morte de Floyd na segunda-feira, a mais recente de uma longa série de crimes contra afro-americanos cometidos pela polícia, provocou uma onda de protestos furiosos em Minneapolis, onde um manifestante morreu, e em outras cidades como Los Angeles, que incluíram confrontos com a polícia, saques e incêndio de lojas.

Um vídeo, gravado por um pedestre, mostra como um policial branco coloca o joelho no pescoço de Floyd, que está imobilizado no chão, após ser detido por supostamente usar uma nota falsificada de 20 dólares. Depois de vários minutos sob o joelho do policial, Floyd permanece imóvel e é transferido para o hospital, onde declararam sua morte.

O caso provocou a demissão do policial e gerou uma onda de indignação em todo o país, com demandas por justiça do presidente Donald Trump e inúmeras personalidades, incluindo figuras esportivas que evocaram o famoso protesto de Kaepernick contra o racismo e a brutalidade policial contra afro-americanos.

Kaepernick, que jogou o Super Bowl em 2013 com o San Francisco 49ers, foi banido da NFL há quatro anos por seu gesto de ajoelhar-se no chão durante o hino nacional antes do jogo. Na quarta-feira, a estrela da NBA LeBron James postou uma foto de Kaepernick protestando ajoelhado ao lado da imagem do policial com o joelho no pescoço de Floyd, com a mensagem: "Você entende agora ou ainda é confuso para você?"

Além de James, outras figuras da NBA exigiram justiça, alegando que a morte de Floyd foi assassinato, incluindo o lendário jogador do Los Angeles Lakers, Earvin 'Magic' Johnson, e o técnico do Golden States Warriors, Steve Kerr. Por sua parte, equipes profissionais do estado de Minnesota, às quais Minneapolis pertence, lamentaram a morte "trágica" e "sem sentido" de Floyd e pediram reflexão.

"Trabalharemos incansavelmente para usar nossas vozes para influenciar mudanças, incentivar a cura e promover ações ponderadas à medida que avançarmos", disseram na quinta-feira as equipes Timberwolves, da NBA, e Lynx - quatro vezes vencedores da liga de basquete feminino (WNBA).

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