Reuters/Benoit Tessier
Reuters/Benoit Tessier

Kahena chega em Itajaí para torcer por Martine e recebe homenagem da Marinha

Velejadora recebeu, na Capitania dos Portos, a carta de arrais amador, que permite a ela conduzir barcos a motor

João Prata, Estadão Conteúdo

21 de abril de 2018 | 16h58

Na véspera de embarcar para a oitava etapa da Volvo Ocean Race rumo a Newport, nos Estados Unidos, a brasileira Martine Grael contou com a presença no porto de Itajaí da fiel escudeira, a amiga e parceira de ouro olímpico, Kahena Kunze.

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Kahena chegou ao litoral de Santa Catarina para torcer pela parceira e também para resolver pendências de olho na preparação para os Jogos de Tóquio-2020. Ela recebeu neste sábado, na Capitania dos Portos, a carta de arrais amador, que permite a ela conduzir barcos a motor. Segundo ela, isso facilitará futuramente nos treinamentos com Martine.

"Durante os treinos, a gente precisa muito de bote para levar uma coisa de um ponto a outro. A Martine também mora em Niterói e eu no Rio. Então vai ajudar bastante". E ela optou por tirar a carta em Itajaí porque o processo é feito digitalmente e sai um dia após a realização da prova.

Kahena e Martine, representantes da Força, vestiram o uniforme da Marinha e receberam uma homenagem no local. Na ocasião, Kahena aproveitou para demonstrar sua torcida à companheira de disputas na Classe 49ers FX. Juntas, elas faturaram a medalha de ouro no Rio-2016.

Agora com Martine na Volvo Ocean Race, elas têm deixado o treinamento de lado. Kahena contou que vem realizando preparação em terra e aproveita o tempo para estudar engenharia. Também disse não se incomodar com o fato de não estar treinando para os Jogos de Tóquio.

"Quando a Martine recebeu o convite disse para ela: 'o trem só passa uma vez. É uma oportunidade única, você vai ser a primeira mulher brasileira a fazer isso. É um orgulho para mim como parceira de treino'. Dei muita força, apoiei mesmo. É uma experiência única, vale mais do que qualquer faculdade."

Com Martine na competição o encontro das duas para treinar se reduziu ao tempo que os velejadores da Volvo ficam em terra entre uma etapa e outra - geralmente são duas semanas de "descanso". "Não é a mesma coisa, mas tudo bem. A regata vai ser um bom desafio para Tóquio. Agora que terminar (em julho) vamos reorganizar a casa", prosseguiu Kahena.

Quando o barco holandês da Akznobel, do qual Martine faz parte, está em alto mar, as duas mantém contato por e-mail. Kahena contou que a amiga pede sempre para ser atualizada das notícias pelo mundo e também ser para colocarem o papo em dia, mesmo que seja por texto.

A parceira de Martine também comentou que o momento dela é o de pensar no ciclo olímpico até os Jogos de Tóquio, em 2020. Mas que depois disso ela também cogita uma vaga para a próxima edição da Volvo Ocean Race, que acontece de três em três anos. "Penso em tentar uma vaga sim. Mas antes preciso ganhar experiência em competição oceânica, que ainda não tenho. Porque quero entrar na disputa para somar e não estar ali neutra", finalizou.

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