Tsuey Lan Bizzocchi/ Cabanga Iate Clube
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Kahena Kunze e Martine Grael mantêm rotina de pódios na vela

Apesar do curto período de treinos, dupla, que foi ouro nos Jogos do Rio, ganha a prata na classe 49er FX em Portugal

Luis Filipe Santos, O Estado de S.Paulo

05 de setembro de 2017 | 07h01

Campeãs de três etapas da Copa do Mundo e medalhistas de prata no Mundial no último sábado, na classe 49er FX, na competição realizada no Porto, em Portugal – esses foram os resultados de Kahena Kunze e Martine Grael após a Olimpíada do Rio, quando conquistaram o ouro. Resultados surpreendentes, segundo Kahena, devido ao pouco tempo de treino.

“Depois da Olimpíada, decidimos descansar, ficamos seis meses sem treinar, até o início de 2017, quando corremos etapas do mundo, porque conta para o ranking. Corremos Miami, Hyéres, na França, e Santander, na Espanha, e ficamos bem satisfeitas com o resultado, pois não treinamos para eles, mas ficamos em primeiro em todos”, disse a atleta de 26 anos ao Estado.

Ela contou também que no mês de junho Martine recebeu proposta da Volvo Ocean Race e, assim, a dupla parou de treinar. Por isso, a surpresa no Mundial. “Superou nossas expectativas, treinamos só uma semana. Entramos com a cabeça de ficar entre os cinco, mas fizemos uma semana incrível, crescemos dia a dia e conquistamos o segundo lugar.”

Mas agora, por alguns meses a dupla entre Kahena e Martine não estará junta, pois a herdeira de Torben Grael competirá na regata de volta ao mundo. “Vamos deixar de correr alguns campeonatos, de treinar como vínhamos treinando”, disse Kahena que, apesar disso, mantém o otimismo. “Vai ser positivo para a gente, pois, quando voltarmos, teremos tempo suficiente para nos preparar para Tóquio. Ela está bem animada em correr essa regata, e eu vou poder focar na faculdade que estou fazendo”, diz Kahena, que cursa Ciências Ambientais na PUC-RJ.

A regata mundial com a participação de Martine irá de outubro a junho de 2018. Após essa disputa, a dupla vai velejar no Mundial de Oslo. “Temos um ano para treinar entre as etapas que a Martine não for correr. Estamos com certa desvantagem, tem uma boa leva de meninas nas outras classes treinando todos os dias. Até Tóquio, há muitos campeonatos, e vamos chegar preparadas até lá”, assegura Kahena.

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