Kaká volta após 45 dias em meio a polêmica

Craque, recuperado de lesão, fica no banco contra o Zaragoza. Espanhóis dizem que meia estava se poupando para a Copa

, O Estado de S.Paulo

24 de abril de 2010 | 00h00

Kaká reencontrou a felicidade. O meia do Real retornou aos treinos, confiante. Mesmo no banco de reservas hoje contra o Zaragoza, é uma das principais esperança do time nesta reta final do Campeonato Espanhol. Faltando cinco rodadas para o fim da competição, o time merengue é o segundo colocado, um ponto atrás do Barcelona (84 a 83). Os comandados de Manuel Pellegrini, no entanto, precisam tirar dois pontos do rival - o primeiro critério de desempate é o confronto direto e o Real perdeu os dois jogos para os catalães.

Kaká desfalcou o Real por 45 dias. Ontem, no desembarque da delegação madrilenha em Zaragoza, foi um dos mais assediados pelos cerca de 200 torcedores que estiveram no local. A justificativa oficial é de que o atleta sofreu uma contratura no músculo adutor da coxa esquerda.

A imprensa espanhola, no entanto, especula que o brasileiro ficou fora todo esse tempo por causa de uma pubalgia que já o incomoda faz tempo - em dezembro e janeiro chegou a ficar um mês fora dos gramados por causa dessa lesão. Kaká estaria se poupando para chegar bem à Copa do Mundo - sua condição física, aliás, causa preocupação no técnico Dunga.

O treinador afastou esse hipótese. "É injusto especular sobre essa condição. O que foi dito sobre ele não coincide com seu profissionalismo. Kaká é correto e, quando não sentiu mais dor, foi convocado para jogar", afirmou.

Pellegrini também lamentou que o Real tenha ficado oito rodadas sem poder contar com o brasileiro desde a eliminação na Copa dos Campeões, dia 10 de março. "A equipe perdeu muito sem suas assistências e gols. Ele é um jogador muito importante."

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