Kassab visita Interlagos e promete segunda fase de reformas

'Estamos entregando o prometido há um ano. O autódromo é importante para São Paulo', afirma o prefeito

Livio Oricchio, Estadão

15 de outubro de 2007 | 21h30

O prefeito Gilberto Kassab foi verificar nesta segunda o resultado do investimento total de R$ 13 milhões na reforma estrutural de Interlagos. Viu, gostou muito e prometeu para a edição de 2008 a segunda fase do plano diretor de modernização.   "Estamos entregando o prometido há um ano. O autódromo é importante para São Paulo, gera receita, empregos, a corrida é assistida por 400 milhões de telespectadores no mundo todo." E prometeu, domingo, ir a Interlagos de maneira inédita: "Virei de trem."   A CPTM inaugurou há alguns dias a estação Interlagos, localizada a apenas 600 metros do autódromo. "Recapeamos a pista toda, construímos dois lances de arquibancadas fixas e novos banheiros, dentre outras melhorias", disse.   Os objetivos da iniciativa são compatibilizar Interlagos com as complexas e específicas exigências operacionais da Fórmula 1 e reduzir, com o tempo, o investimento da prefeitura no evento, orçado em cerca de R$ 27 milhões por ano, já que despesas como arquibancadas móveis somem com a construção das fixas.   Valores como os anunciados pela prefeitura sugerem ser elevados, mas a cada temporada mais e mais GPs são inseridos no calendário, todos bancados com investimentos estatais, sempre muito superiores aos investidos pela prefeitura, por conta do retorno proporcionado por um GP de Fórmula 1 ao município, Estado e nação.   Cingapura e Valência, cidades que ano que vem receberão a Fórmula 1 pela primeira vez, não estão medindo esforços para entrarem e não saírem do campeonato.   Caio Luiz de Carvalho, presidente da São Paulo Turismo, deu números desse negócio: "De forma direta e indireta o GP de Fórmula 1 deixa R$ 200 milhões na cidade." E ele será o coordenador, também, na segunda fase do plano diretor de obras de Interlagos.   Kassab estuda o envio de integrantes da equipe de reforma a corridas em locais em que, como São Paulo, não há como as equipes transportarem seus motorhomes, projetados para atender a maior parte de suas necessidades.   Os organizadores de provas como da Malásia e de Bahrein também devem suprir essa impossibilidade. "A ampliação da área de paddock passa, agora, a ser a prioridade do projeto", explicou Caio Luiz de Carvalho. Hoje há divisórias de plástico dentro dos boxes para definir as salas de reuniões. É tudo muito apertado, nada funcional para os cerca de 80 integrantes de cada escuderia e a principal reclamação da Fórmula 1, uma das razões da má imagem da prova, apesar de receber da FIA o título de GP mais organizado do campeonato de 2006.

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