Keller faz estréia no Ironman da NZ

Nada mais adequado que o cenário ecológico da cidade neozelandesa de Taupo, "onde se poderia até beber a água do lago", como define Fernanda Keller, para que a triatleta brasileira confirme a fama de ser uma das mais regulares do mundo em provas de resistência. Além de ter apreciado os lugares escolhidos para os 3,8 km de natação, 180 km de ciclismo e 42 km de corrida do Ironman da Nova Zelândia, nesta sexta-feira, às 15 horas (horário de Brasília), está estimulada com o reconhecimento recebido desde que chegou naquele país. Foi recepcionada pela diretora da prova e com uma matéria na contracapa do jornal neozelandês Sunday Star-Time.Fernanda Keller adotou as provas longas nos últimos de seus 20 anos de carreira, por entender que já não havia mais tantos desafios nas provas com distâncias olímpicas, menores que as dos longuíssimos Ironman. "A prova começou a aceitar o vácuo... ficou muito diferente. Eu também fui seis vezes campeã do Troféu Brasil... Não tinha mais desafios." Desde então, já disputou 15 vezes o Ironman do Havaí e foi seis vezes medalha de bronze na competição (1994/95/97/98/99/2000), fora outras colocações honrosas, entre as primeiras.Continua tendo o desafio de ainda vencer a prova do Havaí, mas confirma que o seu maior orgulho ainda é a constância. "É claro que é bom estar entre as melhores do mundo por tantos anos. Não ser uma atleta que chegou, fez um resultado, e desapareceu. Acho que é isso o que me proporciona, principalmente, a credibilidade que consigo junto aos organizadores internacionais."Debutante - Será a primeira vez que vai competir no Ironman da Nova Zelândia e espera estar no pódio. "Esse país parece uma reserva ecológica", observa. Gostou do trajeto, ao longo do qual encontrará oscilações de temperaturas de até 15 graus, entre a mais baixa e a mais alta. O percurso é, na maior parte, em áreas de fazendas, nos 180 km de ciclismo; em duas voltas, de 21 km cada uma, nas margens do Lago Taupo, na corrida; o mesmo lago em que será disputada a natação - a roupa de borracha ajudará contra a água fria.Achou o percurso bom, com algumas subidas, mas não muito íngremes, e observa que seu único problema poderá ser a falta de ritmo. "Será minha primeira prova da temporada", observa Fernanda que considera que um tempo próximo das 9h20min para concluir o percurso seria bom.A Nova Zelândia, juntamente com a Austrália, Alemanha e os Estados Unidos, principalmente, são países "amantes" desse tipo de prova de resistência. "Eu procuro fazer o papel de ?embaixadora do Brasil? falando bem do País e convencendo atletas de outras nacionalidades a participarem, por exemplo, de provas como a de Florianópolis."Fernanda observou que embora no Brasil as provas ainda não sejam prestigiadas pela presença de atletas internacionais o triatlo sobrevive e sempre com nomes que atingem um bom nível internacional. "Essa prova em uma cidadezinha escondida aqui nesse fim de mundo, que é a Nova Zelândia, tem a participação de cerca de 600 atletas estrangeiros", observa Fernanda.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.