Kelli White deixa atletismo em pânico

O atletismo norte-americano entrou em pânico, nesta quarta-feira, depois que a velocista Kelli White, suspensa por dois anos após admitir o uso de substâncias proibidas, afirmou que vai cooperar com o Comitê Olímpico dos EUA (Usoc) e a Agência Antidoping Americana (Usada) em troca de possível redução da pena.Kelli teve antidoping positivo para o estimulante modafinil, no Mundial de Paris, em agosto de 2003, mas a admissão do consumo de EPO e de esteróides foi uma completa surpresa. A velocista perdeu o ouro que conquistou em Paris nos 100 metros e nos 200 metros - a norte-americana Torri Edwards herdou o título dos 100 m e o dos 200m foi para a russa Anastasiya Kapachinskaya.A suspensão da atleta começou na segunda-feira e todos os resultados que obteve desde 15 de dezembro de 2000 foram anulados.Em comunicado divulgado por seu advogado, Kelli admite ter usado doping para ser "o mais competitiva possível" e utilizado substâncias que não eram detectadas em testes antidoping. Segundo o documento, a Usada possui evidências documentadas da violação, fornecidas pela Comissão de Comércio do Senado a partir da investigação federal sobre as atividades do Laboratório Balco, acusado de produzir drogas proibidas, como o esteróide THG, e distribuí-las a atletas de elite. "Sei que outros serão acusados de doping", reconhece ela, sem citar nomes.Kelli, a exemplo de vários outros esportistas de renome, foi ouvida pela Justiça em relação ao caso Balco - seu técnico, Remi Korchemny, foi indiciado por distribuir substâncias proibidas. As evidências contra ela, encaminhadas pelo Senado à Usada, abrem caminho para que qualquer atleta seja banido do esporte mesmo que sem ter um único antidoping positivo.

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