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Kim Clijsters acaba com sonho chinês

Belga vence de virada a surpreendente Na Li e conquista pela 1ª vez o título do Australian Open, seu 4º de Grand Slam

, O Estado de S.Paulo

30 de janeiro de 2011 | 00h00

Não foi nada fácil para Kim Clijsters. A tenista belga precisou correr muito para vencer de virada a chinesa Na Li, espantar a zebra e conquistar o título do Australian Open, realizado em Melbourne. A decisão de ontem terminou em 2 sets a 1, com parciais de 3/6, 6/3 e 6/3, depois de duas horas de intensa disputa.

O resultado colocou Clijsters novamente no segundo lugar do ranking da WTA, que estava nas mãos da russa Vera Zvonareva. E garantiu o quarto Grand Slam para a carreira da ex-namorada do também tenista Lleyton Hewitt, o primeiro deles conquistado fora de Nova York - a belga é tricampeã do US Open.

O triunfo de ontem também simbolizou a grande fase pela qual passa Clijsters desde que retornou às quadras, em 2009, depois de ter ficado afastada por dois anos. A cada competição, ela mostra que voltou com ainda mais força. Venceu 27 de 29 jogos de Grand Slam e ganhou oito de nove finais disputadas. Os títulos mais importantes foram o US Open em 2009 e em 2010 (ela havia ganhado o torneio pela primeira vez em 2005) e também o Masters em 2010.

Seu único vice-campeonato durante esse período foi no Torneio de Sydney, há três semanas, no qual perdeu a final justamente para Na Li.

O Australian Open era um título que faltava na carreira de Clijsters. Ela havia sido finalista da competição em 2004 - quanto perdeu a decisão para a compatriota Justine Henin - e outras quatro vezes semifinalista. Ao todo, já soma 41 títulos, ficando a cinco da recordista Steffi Graf.

Ontem, a belga entrou em quadra como favorita e mostrou que os prognósticos estavam corretos. Na Li, por sua vez, perdeu a chance de se tornar a primeira tenista asiática campeã de um Grand Slam na disputa individual. E a jogadora mais velha a conquistar o Australian Open.

Mas a chinesa de 28 anos e 11 meses já fez história ao disputar a final - o bom resultado deve-se muito à política de incentivo ao tênis implementada pelo governo chinês alguns anos antes da Olimpíada de Pequim. Além disso, ela subirá da 11.ª para a 7.ª colocação do ranking mundial, a ser anunciado amanhã.

A partida. A decisão do Australian Open foi bastante disputada. Em duas horas, as tenistas cometeram 65 erros, sendo 39 da chinesa, sempre mais agressiva. No total, foram 13 quebras de serviço, sete a favor da belga.

Mas o jogo esteve longe de ser fácil para Clijsters. Ela até que começou bem, ganhou os primeiros oito pontos do jogo e conseguiu uma quebra de saque. Mas, nos lances seguintes, o que se viu foi uma impressionante reação de Na Li, que conseguiu fechar o set em 6/3.

Depois de perder seu primeiro set de toda a competição, Clijsters contou com a experiência para não perder também a calma. Na segunda parcial, ela, enfim, equilibrou o jogo. As duas tenistas alternaram quebras de saque, mas a belga foi muito mais eficiente nos momentos decisivos. No sétimo game, ela conseguiu uma vantagem e fechou em 6/3.

Clijsters entrou na quadra mais confiante para o terceiro set. E isso se refletiu rapidamente no resultado. Nesse momento, sim, a partida ficou mais fácil. Ela encontrou o tom do jogo e conseguiu desarmar a adversária com bolas altas e boas jogadas no contra-ataque. A belga logo abriu 2 a 0. E, mesmo abusando das duplas faltas, foi capaz de fechar o set final em 6/3.

"Foi duro, Na Li provavelmente jogou o melhor que já havia jogado contra mim", analisou a campeã. "O fato de ter conseguido reagir (depois da derrota no 1.º set) tornou a vitória ainda mais especial", prosseguiu. "Ganhar um título de Grand Slam é algo muito emocionante."

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