José Patrício/AE
José Patrício/AE

Kleber ainda incomoda o Palmeiras

Atacante teria conversado com Douglas, que subiu a proposta para não acertar com clube

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

19 de dezembro de 2011 | 03h04

SÃO PAULO - Embora o atacante Kleber tenha deixado o Palmeiras no fim de novembro, ele ainda é motivo de discussão. O meia Douglas, do Grêmio, chegou a demonstrar interesse em jogar no clube e as negociações estavam evoluindo quando, de repente, ele mudou os valores pedidos na negociação. A informação que chegou aos ouvidos de alguns membros da comissão técnica e da diretoria é de que tudo mudou após o jogador conversar com o Kleber.

O atacante, que saiu brigado com o técnico Luiz Felipe Scolari e com o vice-presidente de futebol, Roberto Frizzo, não poupou críticas ao treinador e à diretoria. Além disso, acusou a torcida palmeirense de ser violenta e de perseguir jogadores.

Assustado, Douglas teria recuado e pedido um salário de R$ 500 mil, além de comissão fixa para seu empresário, Bruno Paiva, de R$ 50 mil. Valores com o objetivo de fazer o Alviverde desistir do negócio, como de fato aconteceu. A diretoria já avisou ao agente que não pretende mais negociar com o atleta.

O empresário de Kleber, Giuseppe Dioguardi, defende o seu cliente e nega que tenha havido qualquer conversa do jogador com o meia.

"O Kleber não teve contato com nenhum jogador do Grêmio, pois não treinaram juntos ainda", explicou o agente, que ironizou a acusação dos palmeirenses.

"O Kleber foi para o Grêmio e quer seguir sua vida. A página virou para ele, mas parece que o pessoal do Palmeiras não consegue esquecê-lo. Deixa ele trabalhar em paz."

Dioguardi afirmou que, se Douglas não quis ir para o Palmeiras, é porque ele ouve conselhos de outros jogadores. "Jogador conversa com jogador. Não precisa o Kleber falar nada."

Já o gerente de futebol, César Sampaio, também evitou falar do assunto. "Tivemos o interesse do Douglas no momento da negociação do Kleber com o Grêmio, mas não deu certo. Pelo que sei, ele deve ter um reajuste e vai ficar por lá mesmo. Se não deu certo, não sei dizer se foi por causa do Kleber, ou não", explicou o dirigente.

Em entrevista ao Estado, Tirone e Felipão admitiram que erraram ao tratar a negociação de Kleber. O treinador disse que tentou segurá-lo por pensar no time, mas isso só serviu para conturbar o elenco.

Já o presidente afirmou que adiou a venda para o Grêmio por acreditar em um "final feliz" e que Kleber veria que o melhor para ele seria ficar no clube.

CASO WAGNER

Outro jogador que também não foi para o Palmeiras por causa de mudança do acordo inicial foi Wagner, que acabou indo parar no Fluminense. O meia que já atuou no Cruzeiro chegou a acertar com o Alviverde, mas, para ter o jogador, o Palmeiras teria de pagar comissão para alguns empresários, o que também irritou a diretoria.

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