Kleber critica a diretoria. Deola, a torcida

O clima nos vestiários do Palmeiras ficou conturbado após a derrota por 2 a 1, de virada, para o Fluminense. Os jogadores não fizeram questão de esconder o descontentamento com o comportamento da diretoria e dos torcedores que estiveram na Arena Barueri. Os mais irritados eram o atacante Kleber e o goleiro Deola.

Amanda Romanelli, O Estado de S.Paulo

29 de novembro de 2010 | 00h00

Kleber não gostou dos comentários que ouviu de alguns dirigentes durante a semana sobre uma possível saída sua do Palestra Itália. "O clube tem que ser profissional. Não pode falar que jogador vai ficar ou que não quer ficar. Tem que tratar as coisas internamente. Eles não sabem o esforço que eu fiz para voltar para o Palmeiras. Meu desejo é continuar. Só vou embora se a diretoria quiser", afirmou. Só para lembrar, em janeiro o clube terá eleições para presidente.

O capitão e ídolo da torcida aproveitou também para reclamar dos atrasos nos pagamentos. "Eles (diretores) prometeram pagar em dia, dar carro, título de sócio. Mas estão há dois meses sem pagar (direitos de imagem)", cutucou o artilheiro. "Não vou sair do Palmeiras por causa disso. Mas, como capitão, como vou fazer para motivar os jogadores com isso?"

Decepção. Enquanto Kleber reclamava dos problemas financeiros, Deola se dizia inconformado com a atitude dos torcedores palmeirenses, que o vaiaram a cada defesa "É simplesmente lamentável o que aconteceu comigo. Estou aqui para defender as cores do Palmeiras e não tomar gols. Jamais pensei que fosse passar por isso. Tenho 11 anos do clube, criei a minha história aqui e merecia mais respeito."

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