Kléber, ídolo alviverde, reestreia

Gladiador no ataqueé a principal mudança na equipe palmeirense depois da parada[br]para a Copa do Mundo

Bruno Deiro, O Estado de S.Paulo

15 de julho de 2010 | 00h00

A equipe que o Palmeiras colocará em campo hoje no clássico é parecida com a que vinha atuando antes da Copa, com a saída de Cleiton Xavier, negociado com o futebol da Ucrânia, e, principalmente, a entrada de Kléber. De volta ao clube, o Gladiador é a esperança do ataque, que deu dor de cabeça ao time no primeiro semestre.

Ídolo no clube desde a conquista do Campeonato Paulista, em 2008, Kléber sabe da responsabilidade de uma boa atuação no clássico. "É um jogo difícil, em que a gente precisa se reabilitar no campeonato."

Respeito dos rivais. Para os palmeirenses, a presença de Kléber é a certeza de que, enfim, o ataque voltará a ter um nome que causa preocupação nos adversários. Neste ano, Robert começou como titular no ataque da equipe e foi bastante questionado pela torcida até deixar o clube, no episódio que motivou também a saída do técnico Antônio Carlos.

No início do Campeonato Brasileiro, o técnico interino, Jorge Parraga, chegou a usar Ewerthon sozinho no ataque e testou o jovem Vinícius, de apenas 16 anos. Nenhuma formação convenceu e a diretoria intensificou a briga para trazer Kléber, que já há bastante tempo manifestava o interesse de retornar ao Palestra Itália.

Dificuldade inicial. Kléber participou dos dois amistosos que o Palmeiras fez na intertemporada e não conseguiu marcar. Nos 3 a 1 sobre o XV de Piracicaba, teve atuação discreta e desperdiçou um pênalti. Contra o Boca Juniors, na despedida do Palestra Itália, foi mais participativo, mas não evitou a derrota por 2 a 0. Para satisfação da torcida, porém, mostrou contra os argentinos o espírito de luta e a habilidade que marcaram sua primeira passagem pelo clube.

Ele volta a atuar em competições oficiais pelo Palmeiras depois de quase um ano e meio. Após vencer o Campeonato Paulista e ter boa atuação no Brasileiro de 2008, Kléber deixou o Palmeiras e voltou para o Dínamo de Kiev, da Ucrânia, no início de 2009.

Sua saída foi compensada com a chegada de Keirrison, que não conseguiu conquistar a torcida e deixou o Palmeiras de forma conturbada, no meio do ano passado. Pouco depois, foi a vez de Vágner Love, que também não teve sucesso e saiu no fim de 2009.

Deola no gol. O titular na última partida do Palmeiras no Brasileiro antes da paralisação para a Copa - empate por 1 a 1 com o Inter, em Porto Alegre - e com bom desempenho no segundo tempo do amistoso contra o Boca Juniors na sexta-feira, na despedida do Palestra Itália, o goleiro Deola, 27 anos, é a opção para o caso de Marcos não ter mesmo condições de começar o clássico contra o Santos. O titular foi relacionado, mas, como se recupera de artroscopia no joelho esquerdo, dificilmente terá condições de começar a partida.

Números do atacante

37 gols pelo Dínamo de Kiev entre 2004 e 2007

0,25 foi a média

de gol por jogo de Kléber em sua 1ª passagem pelo Palmeiras

0,65 foi a média

de gol por jogo do atacante no

Cruzeiro, seu clube anterior

A trajetória do Gladiador

2003: Profissionalizou-se aos 20 anos no São Paulo e foi campeão mundial sub-20, quando anotou seu primeiro e único gol pela seleção brasileira

2004-2007: Foi transferido para o Dínamo de Kiev, clube pelo qual fez muitos gols e acumulou importantes títulos: conquistou duas vezes o campeonato ucraniano e foi tricampeão da Copa da Ucrânia

2008: Voltou ao Brasil para jogar pelo Palmeiras e foi fundamental na conquista do campeonato paulista, ao fazer gol na final contra a Ponte Preta. Sua determinação e objetividade em campo lhe renderam identificação definitiva com a torcida alviverde

2009: Acertou com o Cruzeiro e logo sagrou-se campeão mineiro. Com atuações destacadas, também foi vice na Libertadores

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