Kleber marca e salva o Palmeiras em Rio Preto

Equipe do técnico Felipão joga para o gasto, mas o Gladiador faz a diferença na vitória[br]sobre o Botafogo

Marcon Beraldo, O Estado de S.Paulo

23 de maio de 2011 | 00h00

Em seu jogo de número 100 com a camisa alviverde, o capitão Kleber usou camisa e tarja especiais, marcou um belo gol no segundo tempo e garantiu a vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo, ontem à tarde no Estádio Teixeirão, em São José do Rio Preto, na estreia das duas equipes no Brasileiro.

Ambos os times entraram em campo desfalcados, atuaram mal no primeiro tempo, mas, na segunda etapa, o Palmeiras ficou um pouco mais ofensivo com a entrada de Patrik, dando condições a Kleber de poder aparecer mais na frente, o que acabou sendo decisivo.

O primeiro tempo foi um período do jogo para a torcida de mais de 13 mil pagantes esquecer. Com exceção de um ou outro chute de fora da área, poucos lances ofensivos foram vistos. Como sempre, o Palmeiras fez uso de sua principal arma, os chutes de longa distância do meio-campista Marcos Assunção.

Aos 45 minutos, o momento de maior emoção. Marcos Assunção acertou o travessão na cobrança de falta, o lateral-direito João Vítor chegou no rebote e só não fez o primeiro gol graças a uma grande defesa do goleiro Jefferson. "Ele é o principal cobrador de faltas do Brasil no momento", elogiou o goleiro. "Não podemos mais fazer faltas bobas na entrada da área."

Marcos Assunção considerava que seu time estava bem no jogo. "Vamos ver se a bola entra no segundo tempo. Temos de continuar tentando."

Para a segunda etapa, o técnico Luiz Felipe Scolari fez uma modificação no time que o deixou mais ofensivo. Ele substituiu Tinga por Patrik. A partir daí Kleber passou a ter mais opções para mostrar seu futebol.

O Botafogo, que ontem foi dirigido em campo pelo auxiliar Cassius Hartmann - o técnico Caio Júnior cumpria suspensão -, também voltou modificado: Cidinho no lugar de Lucas. O substituto entrou para atuar pela esquerda, passando Thiago Galhardo para a ala direita. Mas essa alteração não produziu nenhum resultado positivo, já que a equipe (que atuou desfalcada dos titulares Abreu e Herrera) só tinha o atacante Caio sozinho na frente batendo cabeça contra a sólida defesa palmeirense.

Só faltava o gol para o Palmeiras consolidar sua superioridade em campo. E depois de algumas tentativas de Marcos Assunção e Kleber, o gol acabou acontecendo aos 19 minutos. Em uma saída errada, a bola chegou ao Gladiador; ele driblou Lucas Zen e diante de Marcelo Mattos, que só ficou olhando, chutou forte no ângulo direito de Jefferson.

Daí para frente só deu Palmeiras. Se estivesse na arquibancada, a torcida do Botafogo iria embora logo em seguida ao gol, tal a fragilidade da equipe carioca diante de um adversário que não estava atuando com sua força máxima nem praticando o seu melhor futebol.

O goleiro Marcos, que chegou a fazer uma defesa importante na etapa inicial, foi um mero espectador da partida no segundo tempo. Sem forçar muito o ritmo para não descuidar da defesa - uma preocupação básica dos times dirigidos por Felipão -, o Palmeiras foi perdendo chances sem se importar muito. Afinal, seu adversário não oferecia o menor risco.

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