Kubica diz que volta às pistas ainda neste ano

Antes de uma cirurgia de 9 horas, piloto polonês concede entrevista e afirma que acidente na Itália o deixará mais forte

Livio Oricchio, O Estado de S.Paulo

12 de fevereiro de 2011 | 00h00

Antes de ser submetido, ontem, a longa cirurgia ortopédica de nove horas no pé, no braço e na escápula do lado direito, Robert Kubica conversou com o jornal Gazzetta dello Sport no seu quarto do Hospital Santa Corona, em Pietra Liguria, na Itália. O polonês, que se acidentou gravemente no domingo, em prova de rali, disse que estará nas pistas ainda em 2011. "Devo voltar a correr ainda este ano. Um acidente desses me deixa melhor, mais forte. Foi o que ocorreu comigo em 2007, depois do acidente no Canadá."

Com a imagem do papa João Paulo II ao lado da cama, devoto fervoroso, a ponto de manter seu nome no capacete, Kubica exibiu a mão direita, a mais afetada pela passagem da lâmina do guardrail dentro do carro com o impacto. "Meus dedos funcionam, os sinto. Os braços também." Está aborrecido por ficar longe do início da temporada, tão aguardada. "Estou triste. Não deveria ter ocorrido. Não me lembro de nada." Os pais (separados) já voltaram para a Polônia, anteontem, depois de Kubica deixar a UTI. "Fico chateado também pela minha mãe, que está sofrendo muito. Mas não sinto muita dor, pois vivo sedado."

Kubica se cansa facilmente ao falar, mas a pergunta era inevitável: voltará a correr de rali? "Eu me pergunto também a razão de estar no rali", respondeu. Kubica, de 26 anos, sempre assumiu amar competir de rali e admitia profissionalizar-se depois de deixar a F-1. "O rali é um treinamento duro, severo, ajuda a aprimorar reflexos, concentração. Sobre voltar a correr, veremos."

Ontem nos treinos da F-1 em Jerez de la Frontera, na Espanha, a Lotus Renault, escuderia de Kubica, fez uma homenagem a ele. Cunhou, em polonês, no cockpit do carro dirigido pelo russo Vitaly Petrov a mensagem: "Rápida recuperação, Robert".

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