Kubica teve medo de ficar paralítico em acidente

Piloto ficou aliviado ao saber que poderá andar. Mas deverá passar por uma série de cirurgias[br]para se recuperar

Livio Oricchio, O Estado de S.Paulo

09 de fevereiro de 2011 | 00h00

Antes de receber a visita do chefe da sua equipe, Eric Boullier, e do companheiro de Lotus Renault, o russo Vitaly Petrov, Robert Kubica pediu para conversar em particular com o empresário, Daniele Morelli. "Robert perguntou se o acidente o deixou paralítico. Pediu que eu fosse sincero. Disse-lhe que não. Respondi que ele não tem nenhum problema que o tempo não possa sanar. Robert se emocionou", contou Morelli, ontem, no hospital Santa Corona, onde o piloto está internado, em Pietra Liguria, na Itália.

O médico que acompanha Kubica mais de perto, Giorgio Barabino, concluiu que o polonês, acidentado no domingo numa prova de rali, poderá passar por duas cirurgias menores amanhã: "Intervenção no pé direito e na escápula. Terá ainda de passar por algo semelhante no calcanhar direito, mas mais tarde."

A principal cirurgia ortopédica, no entanto, ainda não foi realizada: o cotovelo direito. Barabino explica: "A articulação está comprometida com o impacto de alta energia". Mais: "Não é possível operar o paciente agora porque exigiria que ele permanecesse três horas com as costas voltadas para cima, como esse procedimento pede".

Bastidores. Boullier declarou que, para substituto de Kubica na Lotus Renault, os nomes são os que circulam na imprensa: Bruno Senna, Nick Heidfeld, Vitantonio Liuzzi, por exemplo. O fato é que hoje a escuderia deverá informar quem vai treinar em Jerez. O mais provável é de que seja Bruno Senna e, nesse caso, o teste tem caráter de vestibular.

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