Kuwait processa 14 dirigentes olímpicos locais e cobra US$ 1,3 bilhões

O governo do Kuwait e o comitê olímpico do país têm falado línguas distintas a ponto de o emirado estar suspenso pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). No novo capítulo desta novela, o governo entrou com uma ação na justiça contra 14 membros do comitê, pedindo uma indenização de US$ 1,3 bilhões.

Estadão Conteúdo

13 de janeiro de 2016 | 15h24

Um dos acusados é o xeque Ahmad Al-Fahad Al-Sabah, um dos dirigentes mais influentes do esporte olímpico no mundo e presidente da Associação dos Comitês Olímpicos Nacionais (ANOC, na sigla em inglês) e do Conselho Olímpico Asiático (OCA, na sigla em inglês). Esta última tem sua sede exatamente no Kuwait.

A Autoridade Pública de Esportes do Kuwait acusa os membros do comitê olímpico local de corromper o movimento olímpico no país e interferir nos negócios do esporte. O governo também ameaça expulsar do país tudo ligado ao esporte olímpico, incluindo a sede da OCA.

Ministro da pasta que comanda o esporte no país, o xeque Salman Sabah Al-Salem Al-Homud al-Sabah tem ameaçado proibir os atletas do Kuwait de competirem no Rio-2016. O Kuwait está suspenso pelo COI e por outras 17 federações esportivas internacionais, como a Fifa. Assim, está proibido de participar dos Jogos Olímpicos do Rio e das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018.

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