Wilton Junior/AE-15/10/2010
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Laboratório corre risco de ser excluído da Olimpíada

Ladetec pode ficar fora dos Jogos, se não for criada a Agência Brasileira de Controle de Dopagem

, O Estado de S.Paulo

17 de agosto de 2011 | 00h00

RIO - O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e do Comitê Organizador da Olimpíada de 2016, Carlos Arthur Nuzman, demonstrou de forma mais incisiva sua preocupação com o atraso da criação da Agência Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD), uma das exigências do Comitê Olímpico Internacional (COI) para que o País possa fazer uso nos Jogos de 2016 do Laboratório de Controle Antidopagem e Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (Ladetec), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Numa publicação especial do Tribunal de Contas da União (TCU), Nuzman deixou claro que o risco existe e fez um alerta.

"A Agência Mundial Antidopagem (Wada) e o Comitê Olímpico Internacional estabeleceram o mês de novembro deste ano para que o governo federal crie a ABCD sob pena de o Brasil ficar em desacordo com o Código Mundial Antidoping", disse Nuzman, na entrevista ao TCU.

"Se o Ladetec perder o credenciamento, será necessário utilizar um laboratório credenciado estrangeiro, medida que não deixará legado técnico no controle da dopagem para o Brasil", prosseguiu o presidente do COB e do Comitê Organizador.

A criação da Agência já teve o prazo alterado mais de uma vez pelo Ministério do Esporte. Nuzman vai participar hoje no TCU de um seminário sobre Infraestrutura Turística, Megaeventos Esportivos e Promoção da Imagem do Brasil no Exterior. Ele será um dos debatedores e deve mais uma vez tratar do assunto.

Nas últimas semanas, o dirigente botou o tema como uma das prioridades de sua pauta.

Se for descredenciado pela Wada, o Ladetec vai perder o direito de realizar análises de controles de doping em competições nacionais e internacionais.

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