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Lais evolui para lesão incompleta e sonha andar em 2016

Ex-ginasta mantém tratamentos intensivos após acidente e tem de volta alguns movimentos e sensibilidade em partes do corpo

RONALD LINCOLN JR., Estadão Conteúdo

15 de dezembro de 2014 | 16h36

A ex-ginasta e esquiadora Lais Souza pretende ser um marco no Brasil em relação ao acesso da população a tratamentos intensivos e inovadores de saúde. Após sofrer um grave acidente que a deixou tetraplégica, ela passou por um tratamento experimental com células-tronco, que lhe devolveu alguns movimentos e sensibilidade em partes do corpo anteriormente afetadas pela lesão.

"Eu me sinto privilegiada por ter acesso a esses protocolos (de saúde). É inexplicável o quanto me motiva mais saber que tratamentos como esse podem chegar aos brasileiros e que podem chegar por mim. Fico orgulhosa", contou Lais em entrevista coletiva nesta segunda-feira, no auditório da Universidade Estácio de Sá, no Rio - a entidade tem colaborado no tratamento da ex-atleta.

O médico do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) Antônio Marttos, que acompanha Lais desde os primeiros momentos após o acidente, explicou que a lesão dela passou do estágio completo (sem nenhum movimento abaixo da lesão na vértebra) para incompleto, com maior sensibilidade.

"Tenho o prazer de informar que 10 meses depois da lesão, no último exame que ela fez foi detectado que a lesão foi convertida de completa para incompleta. A partir do momento que ela teve essa mudança, fica possível ter acesso a outros tratamento inovadores", revelou Marttos.

Lais sofreu um grave acidente durante um treinamento de esqui aéreo, em Utah (EUA), no fim de janeiro, quando se preparava para a Olimpíada de Inverno de Sochi (Rússia). Desde que iniciou a recuperação nos Estados Unidos, ela só retornou ao Brasil no último sábado, data de seu aniversário de 26 anos.

Lais ainda não sabe por quanto tempo ficará no País, mas enquanto não define seu futuro quer aproveitar o momento para curtir a família e amigos em Ribeirão Preto (SP), e seguir buscando motivação para se recuperar. "Acredito que tem uma luz no fim do túnel e procuro me manter feliz, mas às vezes há momentos em que choro. Todo mundo tem altos e baixos. E também passo por esses momentos."

A ex-ginasta ainda revelou um sonho: "Com certeza eu me imagino bem próximo da ginástica, que é meu esporte predileto. Quero chegar andando nesta Olimpíada. Brincando, do jeito que eu chegava antes".

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