Laís Souza, uma promessa na ginástica

Laís Souza ainda tem 15 anos mas já passou por uma Olimpíada. Viu as maiores ginastas do mundo em ação, acompanhou a luta de Daiane dos Santos na recuperação do joelho direito, para chegar a competir e chegar ao quinto lugar do solo em Atenas. Foi citada por Daiane, ao fim da competição, como uma atleta de grande talento. E agora começa um novo ciclo olímpico sob o comando do técnico Oleg Ostapenko em Curitiba, com a equipe brasileira permanente de ginástica artística, no caminho dos Jogos Pan-Americanos do Rio/2007 e da Olimpíada de Pequim/2008.AE - O que representou esta Olimpíada para você?Laís Souza - Conheci várias ginastas, vi o que elas podem fazer e também aonde eu podia chegar. Foi uma boa experiência.AE - E com relação à participação do Brasil?Gostei muito. A equipe esteve bem unida. E conseguimos mais pontos por equipes do que na avaliação.AE - Das ginastas estrangeiras, que lição dá para aproveitar?De que para ganhar uma medalha é preciso lutar muito.AE - Como sentiu a competição?Como uma guerra. É um guerra dentro da disputa.AE - E você se impressionou?Mais com o último dia. Elas ainda têm fôlego para brigar pela medalha delas.AE - Surpresas?As melhores também erram. A Svetlana Khorkina (a russa chamada de "Princesa da Ginástica"), errou nas paralelas, especialidade dela. As chinesas, ótimas na trave, também erraram. É por isso que tem competição, senão já davam as medalhas para Romênia, Estados Unidos...AE - E a Khorkina (bicampeã olímpica, aqui prata no geral individual), que tem toda uma atitude de campeã? Ajuda na competição, com os juízes?Acho que sim. Mas ela já conquistou o que queria, segurou o que fez. Conquistou todo mundo.AE - Você tem só 15 anos (1,52 m, 40 kg). É de Ribeirão Preto. Como foi parar na equipe brasileira permanente em Curitiba?O Oleg (Ostapenko, o técnico ucraniano) me viu em uma competição. Acho que era o Brasileiro Adulto. Estou treinando com ele há dois anos.AE - E que tal?Se não fosse ele, a Nádia (mulher do técnico, também treinadora) e a Iryna (Ilyashenko, a técnica ucraniana que veio antes dos outros dois) eu não estaria aqui, não estaria fazendo o que faço.AE - Você volta com qual pensamento para os treinos em Curitiba?Tenho de trabalhar muito se eu quiser chegar a algum lugar. Mesmo cansada, você tem de dar o máximo.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.