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Lana valoriza experiência nos Jogos Sul-Americanos e sonha com Superliga

Recém-contratada pelo Pinheiros, jovem de 17 anos quer se tornar jogadora de vôlei profissional

Nathalia Garcia, Enviada Especial, O Estado de S. Paulo

14 de março de 2014 | 12h05

SANTIAGO - O Brasil mandou para os Jogos Sul-Americanos, no Chile, um time de vôlei formado por nove jogadoras do juvenil e três da categoria infanto com o objetivo de dar experiência às jovens. O ouro escapou por pouco na quarta-feira, mas as meninas conseguiram mostrar resistência diante da equipe sub-23 do Chile, que ficou com a prata, e do time adulto da Argentina, campeão, para ficar com o bronze.

Apesar de estar chateada com o resultado, a capitã Lana Silva Conceição valoriza o aprendizado. Destaque no Chile, a ponteira foi a maior pontuadora na partida contra o Peru pela segunda rodada. "A gente está em uma competição de nível internacional, jogando contra adultos. Tenho certeza que vai valer muito para a nossa carreira inteira", exalta.

Recém-contratada pelo Pinheiros, Lana tem como objetivo tornar-se uma jogadora profissional e tem apostado todas as suas fichas nisso. A atleta de 17 anos deixou a casa dos pais em São José dos Campos e está de mudança para São Paulo, onde vai morar em um apartamento de três quartos com mais sete garotas. Ansiosa pelo que está por vir, acredita que a república vai ajudá-la a se integrar mais rápido à nova equipe.

A ida para o time paulista é apenas um degrau de seus planos para a temporada. Lana quer se destacar para chamar a atenção de algum participante da Superliga. Ao contrário de muitas, a ponteira prefere um grupo menos badalado, no qual terá mais chance de ser titular. "Quero algum time que não tenha tanto investimento para poder entrar em alguns jogos", justifica.

Lana não deixa os estudos de lado e também pensa em fazer faculdade. Ela gostaria de cursar Engenharia Química em uma universidade pública, mas sabe que a área demanda muita dedicação e seria inviável conciliar com os treinos de vôlei. Apesar da perseverança e da ajuda dos pais, a atleta do Pinheiros admite que o caminho é incerto. "Conheço vários casos que não deram certo. Se eu manter minha cabeça no lugar, consigo chegar lá. Se não conseguir, nunca larguei mão da escola. Vou ter de estudar e partir para o trabalho. Mas o vôlei é meu primeiro objetivo", afirma.

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