Lance irregular garante o empate da Portuguesa por 2 a 2 com Mirassol

A boa campanha no Estadual e as promoções de ingresso foram as apostas da Portuguesa para atrair um bom público, ontem, para um jogo importantíssimo contra o Mirassol. Nas arquibancadas, porém, pouco mudou e o Canindé passou longe do que se pode chamar de um caldeirão. Outra vez coube ao time resolver dentro de campo. Com um gol claramente irregular, a equipe chegou ao empate por 2 a 2 no minuto final, se manteve no G4 e segue na luta para encerrar o jejum de 11 anos sem ir às semifinais do Paulista. Após o jogo, Fabrício Carvalho, sem sucesso, procurava desculpas para explicar seu gol de mão, que garantiu o empate para a Lusa. "Trombei com o zagueiro, só sei que eu vi a bola entrando. Foi um lance rápido", afirmou o atacante, que havia entrado nos 15 minutos finais. Com elegância, o técnico Pintado, do Mirassol, mostrava tranquilidade após ver seu time ser prejudicado pelo erro gritante da arbitragem. "Para mim, um gol de mão, né? Assim fica difícil de trabalhar. Mas foi um grande jogo, foi bom ver a equipe jogando bem."No primeiro tempo, as duas equipes jogaram no ataque e o jogo teve poucas faltas. Com um leve domínio, a Portuguesa teve as melhores chances. O Mirassol, porém, saiu na frente aos 36 do primeiro tempo, em chute forte de Júnior Maranhão, de fora da área. A reação da Lusa veio no lance seguinte, com Athirson, de cabeça: 1 a 1. Na etapa final, a Lusa pressionou e foi superior, mas não conseguiu marcar e acabou punida aos 36, com um gol de Luis Ricardo. O time do Canindé não se entregou e foi recompensado no último minuto. Em cruzamento na área, o goleiro Fábio subiu ao ataque, no desespero. No alto, Fabrício Carvalho desviou com a mão no meio da defesa adversária para empatar o jogo. No fim, os jogadores da Portuguesa ainda reclamaram da anulação (correta) de um gol de Edno, em impedimento.

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